Por Marcello Ambrósio
Durante uma fiscalização da Operação Semana Santa no Anel Rodoviário, na altura do bairro Califórnia, a Polícia Militar Rodoviária interceptou um carregamento ilegal contendo mais de cem ampolas de medicamentos injetáveis para controle de peso, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. O material estava escondido de forma estratégica dentro de uma caixa térmica, misturado a bebidas proteicas para tentar ludibriar a fiscalização. Além das canetas, os militares encontraram substâncias anabolizantes e diversos produtos eletrônicos e cosméticos, todos sem nota fiscal ou comprovação de origem legal.
O veículo, que vinha de Ciudad del Este, na fronteira com o Paraguai, tinha como destino final a cidade de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Três pessoas foram presas em flagrante: o motorista e duas passageiras, sendo uma delas enfermeira do Samu e a outra funcionária de um hospital particular da capital. Segundo o sargento Diego Aredes, a quantidade de ampolas e a natureza dos medicamentos — alguns com comercialização proibida ou restrita a receitas médicas rigorosas no Brasil — reforçam a tese de que o carregamento se destinava à revenda ilegal. Os suspeitos foram autuados por contrabando e encaminhados à sede da Polícia Federal, enquanto as autoridades alertam para os perigos do uso desses fármacos sem acompanhamento médico especializado e fora dos canais de distribuição oficiais.
A operação, que contou com o apoio de tecnologias de monitoramento e equipes distribuídas por pontos estratégicos das rodovias mineiras, demonstra o foco das forças de segurança não apenas na fluidez do trânsito, mas no combate ao crime organizado e ao tráfico de substâncias perigosas à saúde pública. O caso agora segue sob investigação federal para identificar possíveis redes de distribuição que estariam abastecendo o mercado clandestino de estética e emagrecimento na Grande BH.
