Em Madri, um dos destinos prediletos dos venezuelanos que emigraram em massa nos últimos anos devido à crise em seu país, a principal líder da oposição ao ditador deposto Nicolás Maduro, María Corina Machado, foi questionada sobre a decisão de presentear Donald Trump com seu Prêmio Nobel da Paz. “Não me arrependo”, respondeu.
“Há um líder no mundo, um chefe de Estado no mundo, um, que colocou em risco a vida de cidadãos de seu país pela liberdade da Venezuela, e este é Donald Trump”, respondeu Corina Machado em uma entrevista coletiva, ao ser questionada se não estava decepcionada com as ações dos Estados Unidos após a operação militar de janeiro que retirou o presidente Nicolás Maduro do poder.
“Isso é algo que nós, venezuelanos, sempre recordaremos e sempre agradeceremos. Portanto, não, não me arrependo”, acrescentou.
Na sequência, María Corina, que está na Espanha para participar de uma manifestação em seu apoio neste sábado (18), revelou que está coordenando com os Estados Unidos seu retorno à Venezuela.
“Estou falando sobre isso com o governo dos Estados Unidos e estamos fazendo em coordenação, com respeito mútuo e entendimento”, disse a opositora, antes de afirmar que Washington é “fundamental para avançar em uma transição democrática”.
Crítica a Petro
María Corina Machado aproveitou a oportunidade para atacar o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que participa de uma reunião de líderes progressistas internacionais em Barcelona, por pedir um governo venezuelano que inclua a presidenta interina, Delcy Rodríguez, e a oposição.
A líder opositora venezuelana acusou o presidente colombiano de buscar “desesperadamente desculpas” para que eleições não aconteçam na Venezuela.
Ela incluiu Petro entre os “atores ou forças que buscam desesperadamente desculpas, manobras, para impedir o avanço do processo eleitoral na Venezuela”.
“Agora os mesmos atores que, diante de eleições fraudulentas que violavam a Constituição, insistiam a todo custo que era preciso participar, se negam a que existam eleições”, lamentou a líder opositora.
“Delcy Rodríguez representa o caos, Delcy Rodríguez representa a violência, Delcy Rodríguez e seu regime representam o terror”, avaliou. Petro anunciou que viajará a Caracas em 24 de abril, no que será a primeira visita de um líder latino-americano ao país desde a queda de Maduro.
Fonte: O Tempo