O processo de desestatização da Copasa ganhou um novo e decisivo capítulo, a companhia publicou as diretrizes oficiais para os grupos interessados em assumir o controle acionário da estatal mineira de saneamento. O cronograma é apertado: empresas e consórcios têm a partir desta sexta (24) até o dia 8 de maio para entregar a documentação de habilitação.
Um dos pontos centrais do “Manual de Participação”, divulgado pela empresa, é a exigência de uma garantia financeira robusta. Os proponentes deverão apresentar uma fiança de R$ 7 bilhões, montante que precisa ficar à disposição do Governo de Minas Gerais até, pelo menos, o dia 15 de junho.
A modelagem final ratifica a estratégia desenhada pela gestão estadual. Atualmente, o Estado detém 50% das ações da Copasa. O plano consiste em repassar 30% a um chamado “investidor de referência” — que terá papel central na gestão — e ofertar outros 15% ao mercado financeiro. Ao final da operação, o governo permanecerá como acionista minoritário, retendo apenas 5% do capital.
Todo o processo de verificação, análise de validade das propostas e o leilão serão conduzidos pela B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Além do edital, a companhia também disponibilizou os acordos de acionistas que nortearão a nova fase da empresa.
Em um movimento paralelo para garantir a valorização do ativo e a estabilidade do negócio, a Copasa anunciou, um acordo mediado pela Associação Mineira de Municípios (AMM). O objetivo é incentivar as prefeituras a renovarem seus contratos de concessão antes que a privatização seja concretizada, oferecendo vantagens aos municípios que aderirem.
A medida é vista como estratégica para sanar as dúvidas do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Embora o órgão tenha dado sinal verde para o prosseguimento dos trâmites, ainda aguarda informações complementares antes de autorizar a batida final do martelo. Com a renovação antecipada dos contratos municipais, o governo espera reduzir incertezas jurídicas e elevar o apetite dos investidores. (fonte:O Tempo)
