Por Tatiana Santos
Um ataque de pitbull no bairro Fênix, em Itabira, mobilizou o Corpo de Bombeiros no último sábado (08/10), quando os militares precisaram capturar o animal após ele avançar na esposa do morador que acionou o resgate.
A ocorrência foi registrada por volta das 12h50 na avenida Olímpio Domingos Cardoso, onde a equipe conseguiu conter o cão sem intercorrências e o encaminhou para uma clínica veterinária local. De acordo com a corporação, o pitbull já havia atacado a mesma mulher no dia anterior, mas a vítima recusou o atendimento oferecido para ser levada ao hospital. Os bombeiros não detalharam as circunstâncias da agressão nem a situação atual do animal.
O caso reacendeu o debate sobre o manejo de cães de raças ferozes na cidade, lembrando o episódio ocorrido em março de 2025, quando o adolescente Guilherme Gabriel Couto, de 12 anos, morreu após ser atacado por dois rottweilers. O menino brincava em um lote vago no bairro Santa Marta quando foi surpreendido pelos animais, sofrendo cortes profundos pelo corpo e perfuração na veia, vindo a falecer dias depois, no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Na época, a tragédia motivou o Executivo a iniciar a criação da chamada Lei Guilherme, um projeto voltado a regulamentar com rigor a criação de raças agressivas e instituir o protocolo de resgate, esterilização e devolução no município, buscando equilibrar a segurança dos moradores e a proteção animal. A lei instituiu o protocolo RED (Resgatar, Esterilizar e Devolver) em Itabira e com isso, garantir regras mais rígidas para a criação de animais de raças consideradas ferozes.
Exatamente um ano após a tragédia, em março de 2026, foi inaugurada a quadra batizada de Guilherme Gabriel. A solenidade inaugural que homenageou o jovem foi aberta a toda a comunidade, no bairro Santa Marta, onde morava o garoto. O espaço foi fruto de pedido da comunidade, por meio de Orçamento Participativo (OP), planejado para atender crianças, jovens e famílias, sendo um importante espaço de lazer e convivência.