Por Tatiana Santos
Durante a Santa Missa de Corpo Presente, celebrada na despedida de José Ivanir Américo, conhecido como padre Ivanir, a moradora do bairro Vila Amélia, Maria da Glória dos Santos, se emocionou ao recordar a presença marcante do religioso em sua infância e no cotidiano das famílias locais. O relato da amiga ocorreu durante a celebração realizada na Catedral Diocesana nesta quinta-feira (10/09), onde inúmeras pessoas se reuniram para dar o último adeus ao ex-religioso.
Ivanir liderou a Paróquia da Vila Amélia por quase 20 anos, período em que se destacou pela proximidade com a comunidade e pela criação da tradicional encenação da Semana Santa na cidade. Para Maria, a convivência com o sacerdote deixou memórias afetivas profundas que marcaram uma geração de moradores.
“Padre Ivanir foi uma pessoa com quem nós tivemos o privilégio de conviver a nossa infância todinha. Era um padre super carinhoso, não saía da casa da minha mãe, ou melhor, de todas as casas da Vila Amélia, porque ele fazia questão de visitar a todos, de ser companheiro, de participar e fazer a família mesmo. Foi uma grande pessoa. Tinha as melhores palavras para fornecer àquela família que estava precisando. A oratória dele era perfeita e ele falava exatamente aquilo que a gente precisava escutar. Foi uma pessoa formidável nesta vida”, declarou.

Família formada com amor
Maria da Glória ressaltou ainda a admiração pela construção da família de Ivanir, fundada após o desligamento do sacerdócio na década de 1960, e a união com a professora aposentada Maristela da Fonseca Américo. “Ele formou também uma família; a gente conhecia a esposa dele, crescemos juntos com a esposa. Foi uma família que foi formada com muito amor”, acrescentou.
Ao avaliar a lacuna deixada pela partida do ex-sacerdote, Maria enfatizou que, apesar de o religioso ter mudado de bairro ao longo dos anos, sua imagem permaneceu viva na memória de quem viveu a época de seu pastoreio na Vila Amélia, como descreveu: “Ele falava que não deixou de ser padre porque casou, mas deixou de frequentar a igreja que a gente frequenta até hoje. No caso, o bairro de Fátima. Mas para nós ele vai ser eternamente lembrado como o ‘padre Ivanir’, com a melhor homilia do mundo, porque a oratória dele era perfeita. Foi uma pessoa inesquecível, sorridente, alegre. Este nunca será esquecido jamais”, concluiu.
O sepultamento do padre Ivanir Américo ocorreu às 13h30, no Cemitério da Paz, onde família, amigos e comunidade se reuniram para prestar as últimas homenagens. Ele era itabirano, tinha 87 anos e morreu no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD).