Por Tatiana Santos
Teve início nesta terça-feira (06/10), o projeto de reforma do espaço de fisioterapia da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itabira, uma conquista que resulta da 4ª Corrida Rara. O evento, realizado no dia 20 de setembro na Avenida Mauro Ribeiro, reuniu cerca de 1 mil pessoas entre atletas, familiares e voluntários, em uma manhã marcada por inclusão, emoção e conscientização sobre as doenças raras e a doação de órgãos.
Idealizador do projeto, o cirurgião-dentista Max Cota publicou uma foto ao lado dos profissionais que estão trabalhando no projeto, o arquiteto Rodrigo Zeferino e o engenheiro Rangel Costa, além de uma colaboradora da Apae. “A Corrida Rara não acabou. Com o dinheiro arrecadado iniciamos o projeto para reforma e reestruturação da fisioterapia da Apae Itabira”, informou.
Max resume o propósito que move a iniciativa desde a sua criação, inspirada na história de seus filhos Arthur e Beatriz. “A Corrida Rara é um evento que já está no calendário de Itabira, que surgiu com o objetivo de evidenciar a inclusão, de evidenciar as doenças raras existentes, de mostrar que existem pessoas com doenças raras no nosso meio. Esse é o objetivo principal da corrida”, destacou. O sucesso da corrida refletiu diretamente nos números da solidariedade e na prestação de contas apresentada pela organização. Ao todo, foram entregues 750 camisas, considerando os inscritos e os participantes da campanha Adote um Atleta.

Números da arrecadação
A arrecadação financeira do evento foi composta por três fontes principais: a venda de camisas, que gerou um valor líquido de R$ 38.645,81 após o total bruto de R$46.397,00; doações de empresas e pessoas físicas que somaram R$30.000,00; e o apoio financeiro da Vale no valor de R$80.000,00.
Somando todas as entradas, a receita efetiva da Corrida Rara chegou a R$148.645,81. Por outro lado, os custos com estrutura, logística, produção, comunicação e serviços somaram aproximadamente R$95.867,80. Com isso, o saldo efetivo aproximado foi de R$52.778,01, valor que foi totalmente revertido para a unidade.
Enquanto na edição anterior o foco foi a entrega de um consultório odontológico completo, a meta atual foi transformar a área de fisioterapia e garantir a compra de novos equipamentos para a reabilitação dos alunos.