Às vezes nos sentimos se não houvesse solução para os problemas em nossa vida, parecendo que no mundo tudo está desabando, não é verdade? É e sempre nesses momentos de extrema dificuldade que devemos aumentar nossa fé em Deus e em sua Mãe Nossa Senhora da Ajuda, pois, somente Ela é capaz de estar presente a encoraja-nos a encontrar uma saída milagrosa. Mas, dr. Marcos eu não acredito em milagres! Pobre amigo os milagres existem, basta você caro amigo, fazer, com fé, cada coisa que o pertude no seu tempo certo, isto é, fazer plenamente com muito amor, esquecendo os remorsos e rancores. Fazer por fazer é não fazer nada.
Todo trabalho terminado deixa no espírito um sentimento de alegria, de paz e acima e tudo, aumenta o vigor para novos trabalhos. Você já imaginou uma vida sem trabalho? Olhe para a natureza que está a seu redor! Olhe, observe-a bem, veja o sol e com ele aprenda; o sol oferece sua luz e seu calor gratuitamente; as estrelas oferecem-nos seus brilhos e encantos. Quantas e quantas belezas naturais existem, mas no correr da vida afora porque, tudo perdemos porque já não encontramos sequer um tempo a mais também para amar. Os pássaros que nos ofereciam melodias maravilhosas, como os pintassilgos, curiós, azulões, catataus, o tico-tico, o ticão, ou tico-tico da mata virgem a bomba rola e outros da espécie canora não mais existem; e as flores que davam perfume e a beleza de suas cores, hoje em fia são raríssimas. Os regatos, as fontes não mais existem porque o progresso as destruiu e com isso perdemos a mata virgem para a indústria siderúrgica; a água cristalina que bebíamos com as mãos e saboreávamos seu gosto natural e refrescante, acabou. A natureza, mãe de todas as coisas está destruída pelo homem que a destrói a cada segundo. Como outrora disse Drummond: ”Como dói”.
Aqui neste instante que escrevo faz-me lembrar das Fontes do Pará, o Poço da Água Santa, as Minas de Ouro do Cauê e as da Conceição. As forgas do bairro Pará e o Bairro Explosivo; as fazendas produtoras de café – Capão dos irmãos, Lage, senhor Dedé Machado farmacêutico e fazendeiro e seis filhos Anatólio, Eros e João – e dona Emília, minha primeira professora na Escola Rural da Gabiroba. Que pena o tempo passou, né?