O influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, causou repercussão nacional ao publicar, em 6 de agosto de 2025, um documentário de quase 50 minutos intitulado Adultização, em que denuncia a exploração e sexualização precoce de crianças e adolescentes nas redes sociais
Conflito em evidência
Felca destacou casos como o do influenciador paraibano Hytalo Santos e da adolescente Kamylinha, cujos perfis foram suspensos após denúncias de conteúdo impróprio. Ele também revisitou casos anteriores como o do canal “Bel para Meninas”, criticado por exposição infantil excessiva
Algoritmos sob suspeita
Comprovando a rapidez da dinâmica digital, Felca criou uma conta do zero para demonstrar como algoritmos direcionam conteúdos sugestivos a usuários que expressam interesse inicial, especialmente através de curtidas ou comentários. Ele ainda revelou códigos usados por abusadores em comentários, como “CP”, “trade” e “link na bio”, que facilitam a disseminação de material proibido
O conteúdo alcançou entre 27 e 30 milhões de visualizações em poucos dias. Felca registrou ações legais contra 233 perfis por difamação e propôs como contraponto que os acusados façam doações para entidades de proteção infantil em troca da retirada das ações.
Em resposta ao vídeo, deputados de diferentes partidos apresentaram 17 projetos de lei, que incluem criminalização da adultização digital e exigência de controle sobre conteúdos envolvendo menores. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou que pautará o tema ainda nesta semana. Personalidades como a deputada Erika Hilton e o ex-candidato Guilherme Boulos (PSOL-SP) se manifestaram nas redes, criticando a conivência das plataformas e pedindo que o tema ganhe força institucional.