Advogada Amanda Teixeira ministrará conteúdo em treinamento inédito para apoio a estudantes atípicos

Foto: Instagram/Divulgação

Tatiana Santos

Escolas públicas e privadas enfrentam desafios em oferecer suporte adequado a alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para tentar suprir essa lacuna, em Itabira, a Troka Escola de Habilidades realiza o treinamento para monitor escolar de apoio a autistas, para quem deseja atuar com excelência no apoio a estudantes atípicos. O curso será realizado no dia 12 de julho, de 8h às 17h, na Funcesi. O treinamento é inédito e consiste em capacitar os profissionais para auxiliarem os alunos que têm o transtorno, possibilitando um suporte individualizado e promovendo um ambiente escolar mais acessível e inclusivo. Todos os participantes terão direito a um certificado de conclusão.

A advogada Amanda Teixeira ministrará todo conteúdo sobre a legislação brasileira referente a pessoas atípicas e estará na roda de conversa e troca de experiências. Ela é mãe atípica, palestrante, psicanalista e escritora. De acordo com a palestrante, apesar de voltado à área da monitoria escolar, o curso é aberto a todas as pessoas que queiram ampliar o seu conhecimento.

Serão abordados temas como a definição do espectro, classificação, comorbidades, como é o processo do diagnóstico, responsabilidade do cuidador de crianças, adolescentes, dos adultos que estão na faculdade que também precisam de um monitor. Saúde nutricional, seletividade alimentar dentro do ambiente escolar, intervenção profissional, equipes multidisciplinares, gerenciamento de crises, importância do monitor de apoio também serão assuntos trabalhados. Haverá ainda, troca de experiências e tira dúvidas.

Dra Amanda adianta: “Vamos falar sobre o papel e a responsabilidade, não só do monitor, mas das escolas, das famílias, lei brasileira. O que a lei brasileira fala sobre o monitor escolar? Quais são os aspectos legais e profissionais? É reconhecida essa função? Será que o monitor pode participar do plano individual de ensino? São módulos incríveis que serão tratados neste treinamento”, anuncia.

Além do autismo, o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), Transtorno desafiador de oposição (TOD) e outras síndromes também estão entre as abordagens. As inscrições são limitadas e os interessados podem se informar nos perfis: @amandateixeira.advogada e @escolatroka. O telefone para contato é: (31) 99610-3976.

Congresso nacional em São Paulo

Atuante e referência nacional em inclusão, a advogada participou do I Congresso Nacional de Direito das Pessoas com Deficiência, em São Paulo, entre 16 e 17 de maio, onde falou sobre diagnóstico tardio de autismo entre mulheres. A ocasião também marcou o lançamento do livro “Deficiência e inclusão”, uma coletânea de artigos da qual é coautora.

Promovido pela Associação Brasileira de Advogados, ela foi convidada a participar de um painel como palestrante. Ela chamou a atenção para a importância de não camuflar nem mascarar os sintomas para que o diagnóstico não venha tardiamente. “Nós precisamos ter um olhar mais apurado sobre as nossas meninas, sobre as mulheres, porque nós fomos criadas para não deixar transparecer algumas sensações, algumas falhas que a sociedade julga como falhas”, comentou. Este fator acaba acarretando em outros problemas, como o transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, por exemplo.

Dra Amanda ainda falou sobre vida pessoal, carreira, maternidade atípica sendo uma pessoa neurodivergente, consequências do diagnóstico tardio, crises de identidade, baixa autoestima, dificuldade de alguns profissionais conseguirem diagnosticar qual transtorno se aplica àquela pessoa e vários outras abordagens. “Foi muito importante a presença do público que nós tivemos, que não foi só advogados, mas nós tivemos profissionais da área da saúde e da educação. Foi extremamente positivo trocar experiências”. Amanda viu na própria experiência uma maneira de tratar sobre o tema impactando em outras vidas, já que ela teve um diagnóstico de autismo aos 36 anos somente após o diagnóstico de seus dois filhos. Com isso, passou a dar nomes a situações que vivenciava. Desde então, ela começou a se dedicar mais ao tema inclusão.

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