Renê foi indiciado por homicídio duplamente qualificado; penas podem chegar a 35 anos de prisão
O advogado Tiago Lenoir, que representa a mãe e a filha do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, afirmou nesta sexta-feira (29/8) que irá buscar junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a condenação de Renê da Silva Nogueira Júnior, assassino confesso do trabalhador. “Busco a reparação de danos, tanto para a mãe quanto para a filha de Laudemir. Temos muito a agradecer à Polícia Civil pela celeridade nas investigações”, disse o advogado, que acrescentou: “Ele (Renê Junior) tem que pagar por tudo que fez”.
Segundo Tiago, o indiciamento de Renê representa o primeiro passo. A família chegou a solicitar o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal. O Ministério Público se posicionou de forma favorável, mas a Justiça negou o pedido. Na decisão, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, entendeu que a solicitação não poderia ser analisada nessa fase das investigações, já que o inquérito ainda estava em andamento. “Com o indiciamento fica claro o envolvimento deles. No meu ponto de vista, não se trata apenas de indícios de autoria e materialidade, temos a certeza de autoria de um assassinato hediondo e de que a mulher dele disponibilizou a arma, de forma direta ou indireta”, afirmou o advogado.
Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta sexta-feira (29/8) por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e pelo uso de meio que impossibilitou a defesa da vítima, além dos crimes de ameaça e porte ilegal de arma de fogo. Segundo a corporação, as penas, somadas, podem chegar a 35 anos de prisão, a serem definidas pela Justiça no julgamento.
A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa do assassino confesso também deverá ser responsabilizada por ter emprestado a arma. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o inquérito policial confirmou que Ana Paula tinha ciência de que o marido fazia uso da arma. Ela foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. “A lei prevê os verbos ‘ceder’ e ‘emprestar’, e ela será responsabilizada por essa conduta”, explicou o delegado Evandro Radaelli. O crime de empréstimo da arma, pode ter de 2 a 4 anos de prisão, e a delegada, por ser servidora pública, poderá ter aumento de 50% da sentença.
Procurada, a defesa de Renê informou que só irá se manifestar após a análise do Ministério Público sobre o pedido de reprodução simulada do crime, protocolado nesta sexta-feira (29/8).
Fonte: O Tempo