Por Marcello Ambrósio
A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) recomendou oficialmente a ampliação do esquema de proteção para o ministro André Mendonça, estendendo a escolta armada e o monitoramento integral para sua esposa e filhos. A medida, considerada urgente, surge após as investigações sobre o Banco Master revelarem táticas de intimidação agressivas por parte de uma organização criminosa liderada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Relator de casos sensíveis, como o esquema de fraudes no INSS e a falência do Master, Mendonça já vinha adotando protocolos rígidos de segurança pessoal. Segundo interlocutores, o magistrado tem utilizado colete à prova de balas até mesmo em momentos de pregação religiosa na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde atua como pastor.
O motivo do alerta: “A Turma”
A necessidade de proteção máxima foi desencadeada pela descoberta da atuação de um grupo apelidado de “A Turma”. Na decisão que fundamentou a prisão de Vorcaro, o ministro descreveu o grupo como uma verdadeira “milícia privada” que executava:
- Monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas;
- Ameaças de agressão física contra críticos e opositores;
- Invasão de sistemas sigilosos da Polícia Federal e da Interpol para obstruir a justiça.
Diante do perfil violento da organização e das ordens interceptadas pela PF para “dar um pau” em adversários, a Polícia Judicial avalia que o risco se estendeu do cargo para a esfera pessoal do ministro. Auxiliares indicam que Mendonça deve aceitar a proteção para a família nos próximos dias, visando garantir a continuidade das investigações sem interferências externas ou riscos à vida de seus dependentes.
