Por Marcello Ambrósio
Rodrigo Rosa Brasil era foragido desde 2019 e tinha em seu histórico a condenação pelo assassinato de um policial civil em 2008. Um fuzil e uma pistola foram apreendidos na ação.
O criminoso Rodrigo Rosa Brasil, conhecido como “Boneco do Andaraí”, apontado como o líder do tráfico de drogas no Morro do Andaraí, morreu neste domingo (8) após um intenso confronto com a Polícia Militar. A operação contou com agentes do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e da Subsecretaria de Inteligência, que foram recebidos a tiros ao entrarem na comunidade.
O Confronto e Apreensões
De acordo com a PM, os policiais foram atacados por criminosos armados durante a incursão. No tiroteio:
- Rodrigo Rosa Brasil foi baleado e socorrido ao Hospital Municipal do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos.
- Um segundo suspeito, identificado como segurança do chefe do tráfico, também foi baleado e encaminhado à mesma unidade de saúde.
- Armamento: Os agentes apreenderam um fuzil e uma pistola que estavam em posse dos criminosos.
Histórico Criminal e Fuga
“Boneco do Andaraí” era uma figura conhecida das autoridades e do sistema penitenciário:
- Morte de Policial: Ele cumpria pena pelo assassinato do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, ocorrido em 2008, no Grajaú, na frente da família da vítima.
- Foragido: Em março de 2019, Rodrigo recebeu o benefício da saída temporária e não retornou à unidade prisional, tornando-se foragido desde então.
- Atuação na Comunidade: Segundo a polícia, ele comandava o aliciamento de menores para o tráfico e era o principal responsável pela guerra de facções entre os morros do Andaraí e do Cruz.
Impacto na Comunidade
A caça ao criminoso já havia gerado tensão na região na semana anterior. No dia 3 de março, uma operação de larga escala tentou capturá-lo, resultando em tiroteios que foram ouvidos em bairros vizinhos e danos a veículos de moradores causados pela passagem do veículo blindado (caveirão). Na ocasião, a PM prometeu reuniões com os moradores para reparar os danos materiais.
A ocorrência da morte de Rodrigo foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que seguirá com as investigações de praxe após confrontos com letalidade policial.
