Por Tatiana Santos
Falar sobre violência contra a mulher nas escolas não é mais uma opção, é uma obrigação prevista em lei. Desde 2021, todas as escolas públicas e privadas da educação básica devem trabalhar o tema de forma contínua ao longo do ano, além de realizar em todo mês de março a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) publicou o Guia prático para pais e responsáveis sobre a inclusão da temática no currículo das escolas.
A proposta é que o assunto não fique restrito a uma palestra ou um evento isolado. Ele deve aparecer em diferentes matérias, como Português, História e Ciências de maneira adequada à idade dos alunos. A ideia é ensinar desde cedo sobre respeito e igualdade entre homens e mulheres e como identificar as situações de violência.
Dentro da escola, o trabalho vai além da informação, sendo que professores e gestores precisam estar preparados para orientar os alunos, identificar sinais de violência e saber para onde encaminhar denúncias. Por isso, a escola também deve usar materiais adequados e promover ações de conscientização ao longo do ano, envolvendo alunos e famílias.
Famílias engajadas
Milhões de mulheres sofrem algum tipo de violência todos os anos no Brasil e muitos casos acontecem dentro de casa. Meninas e adolescentes também estão entre as principais vítimas, muitas vezes agredidas por pessoas próximas.
Um ponto importante é o papel dos pais e responsáveis. Eles podem e devem acompanhar se a escola está cumprindo a lei, pedir informações sobre o planejamento pedagógico e participar das atividades. Caso percebam que o tema está sendo ignorado é possível procurar a Secretaria de Educação, o Conselho de Educação ou até mesmo o Ministério Público.