Por Tatiana Santos
Muitas vezes encarada como um mero tombinho, a queda é um assunto sério que pode comprometer drasticamente a saúde de uma pessoa, principalmente, os idosos. A enfermeira Karine Carvalho e a farmacêutica Ana Luísa Laje, do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) em Itabira, alertaram que a prevenção de quedas é uma questão de comportamento e de adaptação do ambiente. Se engana quem pensa que o risco está apenas na rua. O ambiente doméstico é onde ocorre a maioria dos acidentes.
Segundo Karine, o perigo mora nos detalhes do dia a dia: “A gente fala de queda naquela pessoa que está em casa, no seu convívio habitual. Um pequeno pano de chão em qualquer lugar é uma possibilidade desse paciente vir a cair, um piso molhado, objeto solto durante o trajeto dela. Então a gente está falando de pessoas comuns dentro dos seus ambientes também comuns, que é o domicílio”, alerta.
Além dos fatores físicos da casa, a saúde e o uso diário de medicamentos para pressão alta, diabetes ou colesterol desempenham um papel importante, pois podem causar tonturas e fraquezas que passam despercebidas. Ana Luísa faz outro um alerta fundamental sobre esse risco invisível: “Pacientes que usam insulina, por exemplo, é um dos medicamentos que a gente dá mais atenção, porque pode dar essa tontura no paciente. Pode fazer com que ele fique zonzo e venha a cair. São medicamentos de uso cotidiano que a gente nem imagina que podem causar o risco de queda”.
Cuidado dobrado
Para garantir a segurança, especialmente dos idosos e das crianças, as especialistas recomendam algumas ações práticas, como eliminar os riscos, adaptar a casa e utilizar calçados seguros. Para isso, é necessário retirar tapetes soltos e evitar deixar objetos ou brinquedos espalhados pelo chão. Deve-se instalar barras de apoio no banheiro e garantir uma boa iluminação nos corredores e quartos. Por fim, é primordial usar sapatos bem ajustados ao tamanho do pé e que possuam solado antiderrapante, descartando chinelos velhos e gastos.
Em caso de acidente, a orientação das profissionais é clara. Não tentar movimentar a pessoa imediatamente, sendo a atitude correta ligar para o serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e aguardar as instruções, pois tentar levantar a vítima sem o cuidado necessário pode agravar uma fratura oculta.