Por Marcello Ambrósio
Um confronto armado em águas territoriais cubanas resultou na morte de quatro pessoas e deixou outras seis feridas nesta quarta-feira (25). Segundo o Ministério do Interior de Cuba, uma embarcação com matrícula da Flórida (EUA) foi interceptada a cerca de 2 km da costa de Corralillo, no norte da ilha, após entrar ilegalmente em águas nacionais.
A Versão do Governo Cubano
De acordo com o comunicado oficial de Havana, a unidade das Tropas Guardafronteiras tentou identificar a lancha, momento em que os ocupantes teriam aberto fogo contra os militares.
- Ocupantes: Todos os 10 passageiros eram cubanos residentes nos Estados Unidos.
- Arsenal: Cuba afirma ter encontrado fuzis de assalto, pistolas e coquetéis Molotov na embarcação.
- Alegação de Terrorismo: Os sobreviventes detidos teriam declarado que o objetivo da viagem era realizar uma “infiltração com fins terroristas” em solo cubano.
Reação dos Estados Unidos
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou a abertura de uma investigação independente para apurar os fatos. Rubio afirmou que Washington busca confirmar se algum dos mortos possuía cidadania americana e que os EUA “responderão de acordo” assim que os detalhes forem esclarecidos.
Contexto de Tensão Máxima
O incidente ocorre em um cenário de crise profunda. O governo de Donald Trump recentemente intensificou o embargo à ilha, proibindo o envio de petróleo, o que agravou a crise energética em Cuba. Para Havana, o episódio é visto como uma violação da soberania nacional, enquanto para os EUA, levanta questões sobre o uso de força letal contra embarcações civis em águas disputadas ou fronteiriças.
