Tatiana Santos
A 3ª edição da Corrida Rara de Itabira foi um sucesso com grande participação da comunidade itabirana. O evento aconteceu durante o domingo (14/09), na avenida Mauro Ribeiro, e reuniu de atletas, famílias e pessoas que abraçam a causa da inclusão. Participaram diversas entidades, entre associações e patrocinadores.
Com um público de aproximadamente 850 pessoas, a organização contabilizou nesta segunda-feira que os rendimentos chegaram a cerca de R$110 mil entre patrocínio e vendas de camisas, com uma receita líquida aproximada de R$ 50 mil. A renda será destinada à compra de equipamentos de saúde para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itabira.
Foram liberadas 650 camisas entre inscrições e doações. Os gastos ficaram em torno de R$ 60 mil, de acordo com Max Cota, organizador da corrida. Para ele, o evento cumpriu seu propósito, que foi mostrar para a sociedade as doenças raras existentes, promovendo inclusão dos portadores e propiciar momentos de interação familiar. “Realmente, foi um sucesso, com todos os objetivos alcançados”, declarou à Rádio Pontal.
Furto de mesas e cadeiras
Mesmo com o excelente resultado, a organização foi surpreendida ao notar o furto na madrugada desta segunda-feira, de 18 cadeiras e três mesas que foram alugadas pela organização para o evento. Sendo assim, houve um prejuízo que alterará o valor líquido da renda e será necessário arcar com a perda. Apesar da situação, Max garantiu que o consultório odontológico e os equipamentos de saúde serão adquiridos e repassados à Apae.
Ainda assim, ele faz um balanço positivo do evento, que reuniu inclusão, esporte e muito amor aos raros. “O balanço final foi certamente um sucesso, como esperado. Me emocionei várias vezes com o envolvimento de todos no evento e com o sentimento de amor, paz, igualdade e inclusão presente o tempo todo. Foi tudo maravilhoso”, enalteceu.
Fotos: Galvani Silva/Rádio Pontal
Bandeira da inclusão
Max levanta a bandeira da inclusão desde que nasceu sua filha de 8 anos, Beatriz, portadora de Síndrome de Joubert. A condição genética afeta o desenvolvimento do cérebro, causando fraqueza muscular, atraso no desenvolvimento, movimentos anormais dos olhos e problemas respiratórios. A condição o impulsionou a realizar o movimento que une esporte para divulgar a causa.









