Por Tatiana Santos
A música não tem barreiras e nem limite de idade. É isso que move a metodologia de ensino da Aprimorart Escola de Música, em Itabira. Os diretores Charles Alvarenga e Bruna Moraes Alvarenga desmistificam o tabu de que existe idade certa para aprender a cantar ou tocar um instrumento. Na escola, o aprendizado começa literalmente no berço, ou seja, a partir dos 6 meses de idade, os bebês já podem ingressar nas aulas de musicalização infantil.
De acordo com a direção, a musicalização na primeira infância não foca em um instrumento específico, mas sim no desenvolvimento cognitivo e motor da criança através de jogos e brincadeiras lúdicas. O reflexo disso aparece em casa, como no caso do próprio filho dos diretores, de apenas 1 ano e 9 meses, que já demonstra coordenação motora fina e ritmo avançados. Para os mais velhos, o processo também é perfeitamente viável.
“Uma pessoa de 80 anos, por exemplo, consegue [aprender], com certeza. É a força de vontade e o treinamento. Qualquer pessoa que treina consegue um resultado interessante. Se quer fazer por hobby, quer ajudar na igreja, é totalmente indicado. Não tem restrição de idade”, garante Charles.

Foco na comunicação
Para os alunos que já iniciam na infância tardia ou na fase adulta, a instituição aposta em aulas experimentais para avaliar o perfil do aluno e em um material didático próprio focado no repertório de interesse de cada um, para tocar na igreja, em barzinhos ou apenas por lazer. Além disso, a escola revelou que está formatando um novo projeto para o mercado de Itabira. Será um curso focado em oratória. A ideia nasceu da necessidade interna de ajudar os próprios alunos de música a vencerem a timidez e os bloqueios na hora de se apresentarem em público.
“A gente viu que há um bloqueio muito grande em cumprimentar a plateia, em chegar diante do público, destravar. Pensando nisso, em ajudar os nossos alunos a desbloquear esse lado da comunicação, porque cantar também é comunicação, a gente está criando esse projeto. Em breve teremos mais informações sobre esse curso”, fez mistério a diretora.