Por Tatiana Santos
Em entrevista concedida à Rádio Pontal na última quarta-feira (04/02), a ginecologista e obstetra itabirana, Juliana Pereira, trouxe um alerta importante sobre as disparidades que moldam a saúde da mulher no Brasil. Segundo a especialista, o cenário atual é marcado por um abismo geográfico e socioeconômico, onde o acesso ao diagnóstico precoce determina diretamente as taxas de mortalidade por câncer.
Um dos pontos centrais abordados por Dra. Juliana, foi a discrepância na prevalência do câncer de colo de útero. Enquanto no restante do país a doença ocupa a terceira posição entre as causas de morte por neoplasias em mulheres, na Região Norte ela sobe para o topo do ranking, sendo a principal causa de óbito. “A diferença de primeiro para terceiro lugar na estimativa de prevalência é um número importante. Isso tem a ver com o poder socioeconômico e a capacidade de trazer essas mulheres para a prevenção”, afirmou a médica.
Cânceres perigosos que passam despercebidos
Mesmo que as campanhas de conscientização foquem amplamente no câncer de mama e de colo de útero, a ginecologista destacou outros perigos que muitas vezes passam despercebidos pelo público feminino: o câncer de pulmão e o de pele. No caso do de pulmão, este é um dos três principais e está diretamente ligado ao tabagismo. Para de fumar é uma das medidas preventivas mais essenciais.
Em relação ao câncer de pele, há o melanoma, que é mais agressivo, e o não melanoma, que é o que mais acomete pacientes. Apesar de o não melanoma ter quase 100% de chance de cura com diagnóstico precoce, exige atenção constante e uso diário de protetor solar.
A profissional concluiu enfatizou que a saúde feminina deve romper as barreiras do consultório e o cuidado, segundo ela, depende de um tripé que envolve: mudança de estilo de vida com atividades físicas e abandono do cigarro, acompanhamento regular com ginecologistas, generalistas e dermatologistas, além da proteção da pele com atenção à exposição solar e hábitos de higiene.