Por Tatiana Santos
A trajetória da advogada Amanda Teixeira, que atua em Itabira, é marcada por uma descoberta tardia que transformou sua carreira e sua forma de enxergar o mundo. Além de operadora do Direito, ela é professora, palestrante e pesquisadora nas áreas de inclusão, direitos das pessoas com deficiência, direito da saúde e educação inclusiva. Atua ainda com temas relacionados à neurodiversidade.
Aos 36 anos, ao acompanhar o processo de diagnóstico dos dois filhos, que apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH, a advogada encontrou as respostas para suas próprias vivências. Após passar por avaliações neuropsicológicas, ela recebeu o diagnóstico de TEA nível 1 de suporte e TDAH.
O que, para muitos poderia ser um momento de isolamento, para ela foi um divisor de águas. “Ao contrário do que eu imaginava, que as pessoas com autismo ficavam totalmente alheias à sociedade, entendi que falar é diferente de comunicar”, relata. Segundo a advogada, compreender que suas dificuldades sensoriais e comportamentais tinham uma origem neurobiológica foi o primeiro passo para ressignificar sua atuação profissional.
Do limão, uma limonada
Ao invés de se deixar abater, Amanda decidiu transformar a descoberta em um estímulo para o ativismo. Mergulhou em estudos sobre educação inclusiva e direitos da pessoa com deficiência, buscando não só amparar seus filhos, mas também romper preconceitos. Com isso, decidiu se capacitar para combater os rótulos que ainda cercam as mulheres neurodivergentes.
Hoje, sua atuação é focada no combate ao preconceito e discriminação contra pessoas com deficiência ou neurodivergentes, e pela defesa de um ambiente social mais igualitário. Ela defende que a neurodivergência não deve ser vista como uma barreira, mas como uma forma diferente de interagir com o mundo, que exige políticas públicas e respeito.