Por Tatiana Santos
Durante a inauguração do Centro de Radioterapia do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), em Itabira, nesta terça-feira (11/12), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou o impacto regional do novo serviço e afirmou que a estrutura representa um avanço significativo no atendimento oncológico de Minas Gerais.
Segundo o ministro, se trata do acelerador linear, equipamento ultra moderno usado na radioterapia para tratar câncer. Gera raios-X ou feixes de elétrons de alta energia capazes de atingir o tumor com precisão, destruindo células cancerígenas e preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor. O aparato se mostra o mais eficaz no Brasil no tratamento das doenças oncológicas. Segundo ele, pacientes com 30 sessões, podem as ter reduzidas para 15 a 10 sessões de quimioterapia.
Para o chefe da pasta, o destaque é atender em Itabira, pessoas do município e da região, evitando viagens para a capital, além de garantir mais dignidade no tratamento dos pacientes e contribuir para a redução do tempo de espera na região metropolitana de Belo Horizonte. “Os pacientes de Itabira pressionavam a fila da capital. Com o serviço funcionando aqui, diminuímos a demanda em Belo Horizonte e aceleramos o início dos tratamentos”, afirmou. O novo equipamento inclui entre 600 a 700 novos casos por ano de tratamento de radioterapia.
Mais investimentos
Padilha também destacou que Minas Gerais receberá R$ 314 milhões em novos investimentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Além do equipamento inaugurado no HNSD, outros cinco aceleradores já estão em processo de compra pelo Ministério da Saúde e devem ser entregues até o final de 2026. A medida amplia a capacidade de atendimento em radioterapia em diversas regiões do estado.
Durante a agenda, o ministro anunciou ainda a entrega de 34 novas unidades de saúde, incluindo estruturas em áreas rurais. Ele lembrou que, no início do atual governo federal, cerca de 100 unidades de saúde da família estavam com obras paradas em todo o país. Hoje, segundo Padilha, mais de 500 já foram entregues ou tiveram as obras retomadas. “É um dia histórico para Minas Gerais”, concluiu.