Tatiana Santos
Este oitavo mês do ano é marcado como Agosto Dourado, por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação, sendo a cor relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. É comum que mamães de primeira viagem vivenciem dificuldades na hora de aleitar seu bebê, causando até vontade de desistir. Mas não precisa ser assim, e é possível fazer desse momento algo especial e não doloroso.
A enfermeira obstetra Thays Rodrigues Alencar explica que apesar de parecer algo instintivo, amamentar pode trazer muitas dúvidas, como ‘porque o leite não desceu’. O que ocorre é que de primeira, às vezes mãe não conseguirá amamentar, mas na medida em que a criança insiste na sucção o próprio organismo passa a entender essa demanda e libera o líquido.

Algumas mulheres talvez nunca ouviram falar do termo, mas fato é que a amamentação cruzada, prática conhecida como ‘ama de leite’ é fortemente contraindicada por órgãos de saúde, devido aos riscos de transmissão de doenças. “O ideal é que não se faça uma amamentação por conta das doenças, que às vezes uma pessoa tem, a gente nem sabe, ninguém vem com a estrela na testa. Então, às vezes é uma pessoa HIV positivo, hepatite B positivo, então, pode acarretar na vida daquela criança”, aprofunda.
Doação de leite humano
No caso de uma mulher que está com seu bebê com até 15 dias de nascido e produz muito leite, fica a dúvida se deve ou não doar para evitar empedramento. A enfermeira obstetra orienta procurar o banco de leite mais próximo de sua casa. No caso de não haver uma unidade próxima, a sugestão é fazer a retirada e guardar em vidros, que devem estar bem lavados, esterilizados com água quente e secos. O ideal é armazenar o frasco etiquetado com data e horário de ordenha no congelador, guardando por até 20 dias e deixando descongelar naturalmente, caso precise utilizar.
Em situação que a mulher esteja produzindo muito leite, ela faça questão de doar e tenha condições, é possível encaminhá-lo ao banco de leite humano no Hospital das Clínicas da UFMG, na Maternidade Odete Valadares, no Hospital Júlia Kubitschek ou se informar pelo Disque Saúde: 136.
“A amamentação não é tão instintiva como a gente pensa. Muitas vezes a gente vai achar alguns obstáculos pelo caminho. Muitas vezes, não vai ser fácil, mas ver ser prazeroso, importante para a vida da criança”, acrescenta Thays, que orienta as mamães a buscarem ajuda profissional para acompanhar nesse processo. Segundo ela, há diversos estudos sobre a importância da amamentação para a vida das crianças, apontando que bebês aleitados até os 2 anos de idade têm índice mais elevado de QI, e a mãe, tem menores riscos de ser acometida pelo câncer de mama.