Por Marcello Ambrósio
No 11º dia de conflito, o governo americano mobiliza o maior contingente de caças e bombardeiros contra Teerã. Em resposta, liderança iraniana desafia o presidente dos EUA nas redes sociais.
A guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de tensão nesta terça-feira (10). O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que as próximas 24 horas marcarão o dia mais intenso de ataques aéreos contra o Irã desde o início das hostilidades. Segundo o Pentágono, o objetivo estratégico é aniquilar a capacidade logística do país, focando especificamente em instalações de armazenamento e navios lançadores de minas que mantêm o Estreito de Ormuz bloqueado.
O Chefe do Estado-Maior dos EUA reforçou a narrativa de superioridade militar, afirmando que o Irã está “desesperado e em apuros” e que a resistência das forças iranianas tem se mostrado menos formidável do que as agências de inteligência previam inicialmente.
Ameaça Direta e Crise do Petróleo
A reação de Teerã veio por meio de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã e um dos nomes mais influentes do regime. Em uma publicação direta na rede social X, Larijani rebateu as ameaças de Donald Trump — que prometeu uma ofensiva “20 vezes maior” caso o fluxo de petróleo não seja normalizado — e alertou o presidente americano para que “tome cuidado para não ser eliminado”.
Larijani afirmou que o povo iraniano não teme “ameaças vazias” e sugeriu que o conflito só terminará sob as condições impostas pelo Irã, contradizendo a fala de Trump de que a guerra estaria “quase concluída”.
“Quebrando os Ossos”: A Posição de Israel
Enquanto os EUA intensificam o apoio aéreo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações por terra e ar ainda estão longe do fim. Netanyahu foi enfático ao dizer que as medidas tomadas até agora estão “quebrando os ossos” do regime iraniano e que a aspiração final é a libertação do povo local da “tirania”. As ofensivas israelenses continuam atingindo alvos simultâneos em Teerã e no Líbano.
Impactos Globais
O mercado financeiro internacional observa os desdobramentos com cautela. O preço do petróleo, que disparou nas últimas horas devido ao risco de desabastecimento, apresenta volatilidade extrema enquanto investidores tentam prever a duração do bloqueio no Estreito de Ormuz. Em meio ao fogo cruzado, a ONU tenta mediar a situação de cerca de 20 mil tripulantes que permanecem retidos em navios comerciais na zona de conflito.
A inteligência americana monitora agora se o Irã utilizará áreas povoadas como escudo para o lançamento de novos mísseis, o que poderia elevar drasticamente o número de baixas civis nas próximas horas.
