Por Marcello Ambrósio
A tensão entre Irã e Israel atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (18), com trocas de ataques diretos e medidas extremas por parte do regime de Teerã. Após a confirmação da morte de uma das figuras mais influentes do país, o governo iraniano respondeu com ofensivas militares e a execução de um prisioneiro acusado de colaborar com a inteligência israelense.
Execução por “Espionagem”
A agência de notícias estatal Mizan confirmou a execução de Kurosh Keyvani. Ele foi condenado por alta traição e espionagem, sob a acusação de fornecer ao Mossad (serviço secreto de Israel) fotografias e informações detalhadas sobre locais estratégicos e sensíveis dentro do território iraniano. A execução ocorre em um momento de “limpeza interna” e endurecimento do regime em meio à guerra.
Represália e Bombas de Fragmentação
A ofensiva militar iraniana ganhou força após a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, ocorrida em um bombardeio de precisão israelense em Teerã. Em resposta, o exército iraniano lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv.
- O armamento: O uso de munições de fragmentação é amplamente criticado pela comunidade internacional devido ao alto risco para civis, já que liberam pequenas bombas sobre uma vasta área.
- O cenário em Israel: As forças israelenses acusam o Irã de utilizar esse tipo de projétil desde o início do conflito, enquanto Tel Aviv mantém o estado de alerta máximo contra novos mísseis.
Contexto Global: Crise no Estreito de Ormuz
Enquanto os ataques aéreos dominam as capitais, o impasse logístico no Estreito de Ormuz continua a sufocar a economia mundial. Os Estados Unidos intensificaram o uso de “bombas de penetração” contra posições iranianas na tentativa de reabrir a passagem marítima, que permanece bloqueada desde o final de fevereiro, fazendo o preço do petróleo disparar globalmente.
