Por Marcello Ambrósio
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o ex-vereador Wellington Magalhães por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e fraude em licitações. A decisão, publicada na última segunda-feira (23), impõe a suspensão de seus direitos políticos e a perda de bens obtidos de forma irregular durante sua gestão na Câmara Municipal.
Evolução Patrimonial Incompatível
A juíza Bárbara Heliodora Bomfim Bicalho, da 2ª Vara da Fazenda Pública de BH, baseou a sentença em laudos que comprovaram um crescimento patrimonial de quase R$ 1,2 milhão entre 2011 e 2016. Segundo a investigação:
- Laranjas: O ex-parlamentar utilizava empresas e familiares para ocultar a posse de imóveis e veículos de luxo.
- Licitações Direcionadas: Ficou comprovado o favorecimento de empresas específicas em contratos públicos de publicidade da casa legislativa.
Histórico de Condenações
Wellington Magalhães já possui um histórico extenso com a justiça:
- Operação Sete Chaves (2018): Apontado como chefe de uma organização criminosa que desviou R$ 30 milhões dos cofres públicos.
- Cassação (2019): Teve o mandato cassado pelos próprios colegas vereadores após as denúncias de corrupção.
- Condenação Criminal (2022): Foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Penalidades Atuais
Além da perda dos direitos políticos por cinco anos, a nova sentença determina:
- O pagamento de multa equivalente ao valor do enriquecimento irregular.
- A proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por cinco anos.
- A perda definitiva dos bens ilícitos (valores a serem calculados na fase de execução).
