Tatiana Santos
Há uma projeção de que sejam diagnosticados aproximadamente cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025 no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o que coloca a doença como a neoplasia que mais mata mulheres no país. Uma a cada oito tem diagnóstico desta enfermidade.
De acordo com informações da ginecologista itabirana Juliana Pereira, apesar da alta prevalência, atualmente a taxa de mortalidade tem se reduzido devido ao aumento do diagnóstico precoce. Ainda segundo a profissional, a mulher deve conhecer bem o seu próprio corpo, pois há sinais que podem aparecer e desaparecer, mas que nem sempre são necessariamente um câncer de mama.
Alguns sintomas que exigem atenção podem envolver distorção da pele, vermelhidão persistente, bolinhas ou inchaços que não somem, saída de sangue ou de secreções pelo mamilo. A orientação é sempre ir em busca de um profissional: “O paciente tem que procurar atendimento. Mas o autoexame não substitui o exame clínico feito pelo médico, nem a mamografia. Seria um primeiro passo para a paciente poder identificar se tem alguma coisa diferente ali”, alerta. Apesar de atingir em maior parte as mulheres, 1% dos diagnósticos ocorrem em homens, que precisam redobrar a atenção.
Mamografia no SUS a partir dos 40
A Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (28/10), projeto de lei que assegura a realização anual do exame de mamografia para mulheres a partir dos 40 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A aprovação é um avanço, já que todas as sociedades médicas, de mastologia, ginecologia, etc, preconizavam que a investigação do câncer começasse aos 40.
“Foi um grande ganho, por quê? A mamografia consegue detectar casos precoces. Começar um tratamento bem lá no início, fazendo com que esses casos tenham uma taxa de sucesso de cura, às vezes, de mais de 95%”, descreve a ginecologista.
Para ter acesso, a paciente deve procurar, uma vez ao ano, o médico do Programa de Saúde da Família (PSF), seja ginecologista ou mastologista. A mamografia não é o único método de rastreio, mas há também a ultrassonografia e a ressonância de mamas, que são preceitos adicionais que podem ser importantes em alguns casos.
Fatores de risco
Dentre os fatores de risco para o câncer, um dos mais importantes é o histórico familiar, o que pode fazer com que o médico antecipe o rastreamento da paciente. “Um exemplo, se sua mãe teve um câncer de mama com 40 anos, vale a pena a gente iniciar seu rastreamento aos 30, ou seja, 10 anos antes do surgimento da lesão, do diagnóstico”, explica. Outros fatores de risco são o sedentarismo, tabagismo, hábitos de vida não saudáveis e até mesmo o avanço da idade, já que as células podem sofrer mutações.