Por Marcello Ambrósio
Em entrevista ao Geral Podcast nesta sexta-feira (13), o ex-goleiro Bruno Fernandes deu declarações polêmicas sobre o crime pelo qual foi condenado. Pela primeira vez de forma tão enfática, Bruno mencionou que a morte de Eliza Samudio envolveu uma facção criminosa e que o evento não foi um ato isolado.
Os principais pontos da declaração:
- A tese da omissão: Bruno manteve a versão de que não foi o mandante do crime. Ele afirmou ao juiz: “Eu sabia [do que ia acontecer], mas eu não mandei”. Ele admite que seu grande erro foi a omissão por não ter interferido, mas nega a autoria direta.
- Envolvimento de terceiros: O ex-atleta afirmou que, na época, quem resolvia seus problemas pessoais e financeiros era Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Bruno sugeriu que o controle das situações fugiu de suas mãos e acabou envolvendo pessoas “que vão além do que a sociedade imagina”, citando abertamente o termo facção.
- A “imagem de demônio”: Ele rebateu a visão de vilão absoluto, dizendo que, embora não seja inocente (pela omissão), também não se considera o “demônio da parada”.
- Relação com o filho: Um dos momentos mais sensíveis foi quando Bruno mencionou o filho, Bruninho. Ele afirmou que espera ter a oportunidade de dar seus esclarecimentos diretamente ao jovem no futuro, dizendo que ele é o único que merece uma satisfação.
O Contexto Atual
Apesar de Bruno tentar emplacar essa versão de “conhecimento sem ordem direta”, vale lembrar que ele foi condenado pela justiça brasileira por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Suas falas em podcasts costumam gerar forte reação da família de Eliza e de especialistas jurídicos, que veem as declarações como tentativas de limpar sua imagem pública.
