Por Marcello Ambrósio
O que era para ser uma viagem de férias e celebração do Carnaval carioca transformou-se em um pesadelo financeiro para a turista americana Amber Berumen. Enquanto passava pelo bairro da Lapa, na região central do Rio de Janeiro, Amber teve o celular arrancado de suas mãos por um criminoso que aproveitou a janela aberta do carro de aplicativo em que ela estava. O prejuízo, no entanto, foi muito além do valor do dispositivo: em pouco tempo, os bandidos conseguiram subtrair cerca de US$ 40 mil (aproximadamente R$ 200 mil) de sua conta bancária.
O relato da vítima expõe o método ágil e coordenado dos criminosos. Após o furto, Amber tentou perseguir o assaltante, mas foi impedida por um segundo homem, que atuava como comparsa na contenção de possíveis reações. Com o aparelho em mãos e possivelmente desbloqueado ou com acesso facilitado a senhas, a quadrilha conseguiu invadir o e-mail da americana, alterar o idioma das configurações para o português e trocar as senhas de acesso aos aplicativos bancários, realizando as transferências vultosas antes que ela pudesse bloquear as contas.
Amber, que estava no Brasil desde dezembro e já havia visitado Salvador e passado o Réveillon em Copacabana, utilizou as redes sociais para alertar outros viajantes sobre a velocidade da fraude. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o registro do boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas o caso reacende o debate sobre a segurança digital em dispositivos móveis e a vulnerabilidade de turistas estrangeiros que, muitas vezes, utilizam o aparelho para navegação e tradução em tempo real, facilitando a ação de “puxadores” em janelas de veículos.
Especialistas em segurança digital reforçam que, em grandes eventos como o Carnaval, a recomendação é manter as janelas dos carros fechadas e utilizar recursos de segurança adicionais, como o bloqueio remoto imediato e o uso de “pastas seguras” para aplicativos financeiros. O episódio serve como um lembrete amargo de que, no cenário atual do crime urbano, o celular tornou-se a chave mestra para o patrimônio das vítimas, exigindo camadas de proteção que vão muito além de uma simples senha de tela.
