Tatiana Santos
O graduando de Engenharia Mecânica, Rômulo Sérgio de Oliveira, realiza projeto de extensão com foco no descarte correto de pilhas e baterias. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância do descarte correto desses materiais, que muitas vezes são jogados no lixo comum e prejudicam o meio ambiente. Rômulo é morador de Catas Altas e aluno da Faculdade Una em Itabira.
Os principais riscos ambientais do descarte incorreto é a contaminação do solo, águas subterrâneas e nascentes, devido à infiltração de metais pesados. O universitário defende a importância de cada pessoa fazer a sua parte, sendo transformadora desse cenário e descartando o lixo corretamente. A exposição a metais pesados provenientes de pilhas e baterias pode causar sérios problemas de saúde, como distúrbios neurológicos, problemas renais, hepáticos, respiratórios. A contaminação indireta ocorre pela ingestão de água e alimentos cultivados em solos infectados.
Apesar do trabalho de conscientização se reverter em pontos no curso, Rômulo entende a relevância do tema no que diz respeito à sustentabilidade. “É interessante a gente passar para a população a importância de a gente ter essa seleção na hora de descartar o lixo corretamente, porque o gostoso de fazer esse tipo de trabalho é isso. Mais que pontos é a gente trazer conscientização para a população”.
Pontos de coletas no município
Atualmente, Itabira não realiza reaproveitamento direto das pilhas e baterias, devido à complexidade técnica e risco químico envolvido no processo. Mas conta com pontos de coleta distribuídos em locais públicos e estabelecimentos comerciais, como agências bancárias, escolas, supermercados, a sede da Itaurb, além de locais específicos dentro da Vale, em áreas administrativas e de atendimento ao público, reforçando o compromisso com a legislação.
Apesar disso, segundo Rômulo, “de modo geral, a participação popular ainda é bem limitada. A maioria da população desconhece os pontos de coleta e a importância ambiental de separação adequada”. O projeto de extensão recebe o apoio informativo do presidente da Itaurb, Leonardo Gonçalves, por meio do presidente da Associação do bairro Água Fresca, Roberto Coura.
Locais impactados em Itabira
O estudante ressalta que terrenos baldios e margens de rios, região do Ribeirão São José, bacias hidrográficas e urbanas são áreas vulneráveis a esse tipo de contaminação em Itabira. No entanto, ele destaca que o município se preocupa com a questão e formatou documento que estabelece ações de atuação: “Há o Plano Municipal de Gestão Integrado de Resíduos Sódios (PMGIRS) de Itabira, que identifica a necessidade de aprimorar o sistema de coleta de resíduos especiais, incluindo pilhas e baterias como ponto de atenção ambiental”. Há também iniciativas da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) e parceiros, como a Vale, que vêm discutindo e ampliação de pontos de recolhimento desses materiais.