Homem mata parceiro após briga por drogas e enterra corpo ao lado de casa, em Jaboticatubas

Eles conviviam por quase duas décadas; motivação teria sido o vício em drogas e medo de ‘boato’ sobre relação homoafetiva entre eles

A Delegacia de Polícia Civil de Jaboticatubas concluiu o inquérito sobre o homicídio qualificado de Agostinho Dias de Assis, de 66 anos, cujo corpo foi encontrado no dia 30 de maio de 2025, enterrado em uma cova rasa de apenas 30 centímetros, no terreno de uma casa em construção no Condomínio Canto da Siriema, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de BH, onde a vítima trabalhava e morava há dez anos.

O autor do crime, identificado como Ademir, de 38 anos, mantinha uma relação próxima e, segundo moradores da região, de natureza afetiva com a vítima há pelo menos 19 anos. Apesar disso, segundo o próprio depoimento, ele afirmou ter matado Agostinho após uma discussão no dia 10 de maio, motivada por boatos sobre um suposto envolvimento homoafetivo entre os dois.

A briga teria começado após o idoso questionar o comportamento de Ademir, que era usuário de drogas e estaria cometendo furtos na casa de Agostinho de itens de valor, como eletrodomésticos, para sustentar o vício. O conflito terminou com o estrangulamento de Agostinho, cujo corpo foi escondido logo em seguida.

Ademir arrastou a vítima até o terreno ao lado da residência onde ambos viviam, que estava em obras, e a enterrou onde futuramente seria construído o contrapiso da casa. Nos dias seguintes, retornou ao local pelo menos duas vezes, chamando atenção de funcionários do condomínio por um comportamento incomum: chegou pela madrugada e retornou às 10h da manhã, entrando de chinelo e saindo de botas, o que levantou suspeitas. A ausência de Agostinho foi notada por vizinhos no dia 15 de maio, e, com o forte cheiro de decomposição vindo da casa ao lado, a Polícia Militar foi acionada.

O corpo foi descoberto em estado avançado de decomposição. Ademir, então, temendo por sua segurança, apresentou-se espontaneamente no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Belo Horizonte no dia 1º de junho, onde confessou o crime com riqueza de detalhes. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva no dia 25 de junho, que foi efetivada no dia 29, após a localização de Ademir internado em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), na região Nordeste da capital, por uma provável overdose. 

Durante as investigações conduzidas pelo delegado José Tomaz de Souza Júnior, titular da Delegacia Regional de Santa Luzia, ficou evidente a proximidade entre vítima e autor. Testemunhas relataram que Agostinho protegia Ademir, chegando a solicitar que ele fosse contratado para trabalhar no condomínio – pedido que foi negado em razão do histórico de dependência química do suspeito. Ademir, que também era casado com uma mulher, já possuía passagens por agressão e demonstrava um perfil violento.

A Polícia Civil indiciou Ademir por homicídio qualificado com ocultação de cadáver. A motivação do crime foi atribuída à dependência química do autor, possivelmente de crack, e ao receio de perder o apoio financeiro de Agostinho.

Fonte: Super

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