Inclusão na área educacional foi tema ministrado por Dra Amanda Teixeira em Itabira
Foto : Start Comunicação/Jackson Faustino
Tatiana Santos
Educadores de Itabira participaram de palestras em referência ao Mês da Primeira Infância no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond (FCCDA), na manhã de sexta-feira (29/08). Sob o tema ‘Primeira Infância- Um compromisso de todos’, três palestrantes ministraram temas importantes para os educadores. Dentre eles, a advogada, mãe atípica e atuante em inclusão, Amanda Teixeira, que falou sobre autismo, garantias legais e desafios na saúde e na educação.
O evento faz parte de um cronograma da Secretaria Municipal de Educação, voltada a profissionais da educação, monitores de creches etc. O objetivo de Dra Amanda, com o apoio do Instituto Actus, foi falar sobre os desafios na área educacional, na saúde, os aspectos legais, e sobre a necessidade de quem atua no âmbito da educação buscar cada vez mais evoluir para acompanhar as famílias com amor, conhecimento e mais profissionalismo.
Dra Amanda Teixeira focou no tema inclusão- Foto: Divulgação
Na opinião da advogada, os poderes públicos de todo o Brasil têm se atentado mais à causa, e os motivos são vários: “Primeiro, porque é direito. Nós temos aí legislações hoje que, tanto o município quanto o estado, eles têm que cumprir. Então, primeiro começa com a base legal e depois vem com a base humana. Porque chegou um ponto agora na nossa sociedade que nós temos que trabalhar habilidades”, especifica. Segundo ela, é essencial que se faça as peças da inclusão se encaixarem através do amor para conseguir transformar vidas.
Campanhas contra o preconceito
A profissional do direito esclareceu que o surgimento de campanhas ligadas à causa inclusiva teve início devido aos xingamentos e ao preconceito incutido contra as pessoas com transtorno do espectro autista, com o objetivo de melhorar e padronizar as terminologias. Exemplo disso é dizer que a pessoa é neurodivergente, ou seja, um indivíduo que apresenta um funcionamento cerebral diferente do padrão considerado típico. “Isso quer dizer respeito ao próximo”, resume. Além de Dra Amanda, ministraram palestras as profissionais Cláudia Lopes, que discorreu sobre o fluxo de violência sexual em Itabira, e Nathalia Drumond, que falou sobre o tempo de brincar.