Por Marcello Ambrósio
A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em seu sétimo dia com uma retórica inflamada que aponta para um conflito prolongado e de proporções catastróficas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou abertamente que o país está “esperando” por uma invasão terrestre norte-americana, afirmando que o confronto direto seria um “desastre” para os EUA. Paralelamente, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou a chegada de “armas e iniciativas inéditas” e já disparou o primeiro míssil Khayber contra Tel Aviv.
As frentes de tensão:
- Desafio Iraniano: Teerã afirma que, apesar da perda de Ali Khamenei, o sistema de comando foi recomposto e o país está pronto para uma “guerra sagrada” muito mais intensa que os conflitos anteriores. O governo iraniano aposta em tecnologias militares ainda não reveladas para desferir “golpes dolorosos” nos adversários.
- Intervenção de Trump: Em entrevista à NBC, o presidente Donald Trump elevou o tom ao afirmar que pretende participar pessoalmente da escolha do sucessor de Khamenei. Trump classificou Mojtaba Khamenei (filho do falecido líder e favorito na sucessão) como um “peso morto” e “inaceitável”, comparando a situação à intervenção que removeu Nicolás Maduro na Venezuela no início de 2026.
- Guerra por Procuração: Enquanto o Pentágono projeta intensificar as operações, Trump busca apoio da Ucrânia para lidar com drones no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que pressiona o governo ucraniano a encerrar a guerra com a Rússia.
Cenário Global
Atualmente, cerca de 20 países já estão envolvidos de alguma forma no conflito, seja por apoio militar, diplomático ou por abrigarem bases estratégicas. Analistas acreditam que o Irã tenta arrastar a guerra para aumentar os custos operacionais dos EUA, enquanto Washington busca uma solução definitiva que instale um líder “harmônico” em Teerã.
