Tatiana Santos
A itabirana Bárbara (Babi) Martins, confeiteira e chocolatier, participou do programa Bake Off Brasil 11, que será exibido a partir do dia 9 de agosto (sábado), às 20h45 no SBT. A partir de então, ela estará presente em todos os episódios da temporada. Sem contar muitos detalhes devido a questões contratuais, a doceira adianta que a oportunidade de integrar a atração foi algo muito especial: “O programa foi gravado, a gente passou muitos dias gravando e foi a experiência mais legal que eu tive na minha vida inteira”, resumiu em entrevista na Rádio Pontal na última segunda-feira (28/07).

Babi diz que vivenciou momentos maravilhosos junto da apresentadora Nadja Haddad, os chefs Beca Milano e Giuseppe Gerundino, e até dos concorrentes. “Você tem que assistir, vale muito a pena, porque a temporada, não é porque eu estou nela, a temporada está épica, está muito legal, principalmente porque os apresentadores [que comandaram edições anteriores] voltaram”.

Vaga no programa
Para viver o sonho de ser uma ‘bake offer‘, Babi se inscreveu no site do SBT, participou das etapas, que envolveram diversas reuniões com a equipe do casting, do roteiro, por fim, com o diretor. Como a itabirana mora em Belo Horizonte e a produção fica em São Paulo, essa fase foi realizada online. A direção pediu que ela fizesse um bolo e depois o cortasse. A surpresa veio na fase seguinte: “Por fim, eles te chamam de novo numa reunião, começam a conversar com você, até que a Nadja aparece do nada na câmera com avental, te parabenizando, falando que você está participando do Bake Off. Aí, é choro, é lágrima, é gritaria”, contou, às gargalhadas. Com o aceite no programa, a confeiteira teve que ficar hospedada até o final da atração na casa de parente em São Paulo. Ela gravava durante o dia inteiro e era levada para casa pela produção no final da noite.

Desafios não tão doces
Para a itabirana, a ficha custou a cair sobre tudo que estava vivenciando. Mas, apesar da alegria de participar do programa, vieram também alguns desafios. Além de ficar longe da família, teve que lidar com a pressão da competição, o silêncio sobre o andamento do programa, a cozinha totalmente diferente, muitas câmeras, luzes e até o frio dos estúdios. Babi afirma que para vencer tudo isso teve que trabalhar seu psicológico.

“Você descobre que você não é cardíaco, porque a gente passa por tanta emoção ali. Mas, literalmente eu falo, foi a experiência mais linda que eu já vivi. Aquilo ali é um sonho […]. Eu só sabia agradecer a Deus e eu vivi todos os dias intensamente, porque a gente não sabia se ia ser o último programa, porque as eliminações acontecem toda semana”. Com a experiência, a chocolatier descreve tudo como um grande aprendizado, onde a resiliência e a calma foram essenciais para superar os desafios. Isso pôde ser visto durante as provas, onde o tempo era cronometrado, porém, os competidores não tinham acesso a nenhum relógio ou timer para nortear o andamento, só cabendo aos apresentadores avisarem que faltava x tempo.
Gostinho de mudança
Formada em Engenharia Mecânica, Babi chegou a atuar na área, mas foi fisgada pelo doce sabor da confeitaria quando começou a vender alfajor na faculdade para conseguir bancar sua festa de formatura. Com o mesmo foco, resolveu aprender a fazer pão de mel por volta de 2019. A procura na universidade foi tão grande que possibilitou pagar a festa. Mesmo trabalhando como engenheira, ela não parou de produzir os doces e até chegou a abrir ponto de vendas, o que a fez largar em definitivo a engenharia. Trabalhou com bolos por encomenda, mas optou por atuar com chocolates.

Atualmente mora em Belo Horizonte, onde tem seu espaço e também dá cursos na área. Ela já participou da 10ª temporada do programa Que Seja Doce (canal GNT), em 2024, e também do Mara Cakes Gramado, evento dedicado ao mundo da confeitaria que promove conhecimento e negócios, onde realizou aulas shows.

Poesia através dos doces
Babi aproveita para deixar uma mensagem a todos que pretendem fazer da confeitaria sua profissão ou qualquer outro ramo: “Continuem trabalhando, evoluindo, estudando. Porque a nossa profissão, ela já é uma profissão que as pessoas acreditam que sempre é uma segunda chance. A gente nunca tem a confeitaria como a primeira profissão”. Ela acrescentou, descrevendo seu trabalho, como filha da terra de Carlos Drummond de Andrade: “Eu espero que a gente possa ter um olhar diferente para essa profissão que é tão linda. Eu sempre falo que eu faço poesia através dos doces, eu acredito muito nisso. Continuem trabalhando, que a sorte gosta de encontrar pessoas quando elas estão preparadas”, encerrou.
