Por Marcello Ambrósio
Um crime brutal chocou os moradores do bairro Copacabana, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, na última sexta-feira (1º). Alexandre Henrique Moreira Hollerbach, de 30 anos, foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado contra o enteado, um adolescente de 13 anos. O agressor, que é lutador profissional de muay thai e taekwondo, utilizou suas habilidades em artes marciais para desferir uma série de golpes violentos contra o jovem, em uma cena registrada por câmeras de segurança da residência.
De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar, a violência extrema começou por um motivo fútil: o padrasto ordenou que o menino recolhesse as fezes dos animais na área externa da casa e, descontente com o resultado do serviço, passou a agredi-lo com socos e chutes em diversas partes do corpo. O adolescente relatou ainda que Alexandre chegou a esfregar o seu rosto contra o chão com força. O impacto das agressões resultou em uma fratura facial severa, com o desabamento do osso do maxilar esquerdo, além de cortes profundos nos lábios que exigiram sutura hospitalar.
A mãe do adolescente, que mantém um relacionamento com o suspeito há cerca de oito anos, tentou intervir ao ouvir os gritos de socorro, mas foi impedida e ameaçada. Como havia passado por uma cirurgia apenas um dia antes do ocorrido, ela não tinha condições físicas de enfrentar o agressor. Alexandre teria gritado que “estava disposto a matar” e que não se importava com as consequências. A avó do menino também tentou conter o lutador, mas foi empurrada e ameaçada de ser jogada escada abaixo caso não se afastasse.
Após as agressões físicas, o homem iniciou um quebra-quebra dentro do imóvel, destruindo eletrodomésticos, como televisão e videogame, além de danificar o piso e as paredes da casa. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou um cenário de destruição e terror. Segundo os militares, Alexandre Henrique demonstrou total desrespeito à autoridade, debochando da situação e desafiando a guarnição com gestos de luta. Ele chegou a afirmar que ficaria “pouco tempo preso” e que, ao sair, “faria pior” com a família.
Neste domingo (3), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, garantindo que o suspeito permaneça detido durante o processo. Na decisão, o magistrado destacou a periculosidade do agressor e o histórico de reincidência, uma vez que Alexandre já havia sido preso em maio de 2023 por crimes de injúria e violência doméstica contra a mesma companheira. O adolescente segue em recuperação física e psicológica, enquanto o caso agora é conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais.
