Tatiana Santos
O Brasil é celeiro de músicos talentosos. No entanto, compor as próprias canções não é um dom que todos os artistas da música possuem. Ser um cantor autoral demonstra sua liberdade criativa e identidade por meio das composições dentro do estilo escolhido. Um desses artistas que seguem carreira cantando e criando suas próprias canções, é o itabirano Marcus das Serras, de 36 anos. Ainda adolescente, aos 15 anos ele começou a compor, e desde então, passou a valorizar o processo criativo de escrever suas letras, colocando sua essência e vivências em forma de música.
Desde essa época, Das Serras passou a mergulhar profundamente no mundo da arte e encontrar nas conversas e na inspiração, a melodia que melhor representa. O foco, de acordo com o cantor, sempre foi entregar valores e arte para a sociedade. “A importância da música autoral na minha carreira tornou-se relevante, e as pesquisas em busca de aprendizado e aperfeiçoamento para compor cada vez melhor fazem parte da minha rotina”, declara.
Entre as referências do compositor estão: Caetano Veloso, Hermeto Pascoal, Maurinho Berro D’água, e o saudoso cantor, compositor e também itabirano, Nandy Xavier. Marcus das Serras diz acreditar “no poder incalculável da música autoral na carreira de um artista”, se sente agraciado em desenvolver a habilidade de compor e ressalta que em uma composição, “a beleza e o respeito mútuo são elementos fundamentais” para uma boa música autoral.
Carreira
Das Serras é produzido por Júlio Rasante e está no universo da música desde adolescente. Oriundo da região do bairro João XXIII, tem uma longa vivência musical e tem ganhado espaço em Itabira e toda a região, inclusive, suas músicas autorais são tocadas em rádios de Santiago, capital do Chile, através do músico e jornalista chileno Jano Reggae.
Das Serras toca instrumentos de percussão, contrabaixo, teclado, escaleta, além do violão. Em 2012, ele se empenhou na banda Mata Burro, focada no pop rock. Tocou na noite itabirana, tentando buscar seu espaço. “De lá para cá, vieram muitos sonhos, muitos momentos difíceis também. Foi um processo longo, de anos, de aceitação, de formação de repertório”. Desde então, ele foi aprendendo, construindo sua identidade. Suas influências vêm do reggae, rock alternativo, música contemporânea e outros, mas em seus shows, ele faz um som mais eclético, que procura atender e agradar seu público.