Evelline Paulo da Silva Lobo, de 39 anos, morreu por intoxicação química em Camaçari, na Bahia. O caso aconteceu em 7 de abril, quando ela limpava o banheiro de sua residência, em um condomínio. A vítima inalou gases tóxicos liberados pela mistura de água sanitária com outros produtos de limpeza.
O farmacêutico Diego Stefen, primo de Evelline, relatou nas redes sociais que ela manuseou uma grande quantidade de água sanitária combinada com outros produtos.
A inalação dos gases provocou o fechamento da glote, espaço essencial para a respiração. As substâncias irritantes atingiram as vias respiratórias e impediram que ela respirasse.
A água sanitária é um dos produtos mais comuns nas residências brasileiras. Ela pode se tornar perigosa quando combinada com outras substâncias. Nas redes sociais, circulam “misturinhas” que prometem facilitar a faxina, mas algumas dessas combinações liberam gases tóxicos.
Uma equipe do IFMG Campus Avançado Itabirito desenvolveu um aplicativo destinado a educar a população sobre a mistura de produtos saneantes. Por meio da ferramenta, intitulada “Posso Misturar?”, é possível fazer uma pesquisa rápida e descobrir se o produto que se deseja mesclar pode causar alguma reação indesejada.
A plataforma abrange desde produtos destinados à limpeza doméstica até alimentos, remédios e bebidas. A ferramenta está disponível para download na loja de aplicativos Google Play Store, compatível com o sistema Android e também no site.
Se durante a faxina houver tosse, falta de ar, ardor nos olhos ou tontura, a orientação é sair do ambiente imediatamente e procurar ajuda.
O Disque-Intoxicação, criado pela Anvisa, atende pelo número 0800-722-6001. A ligação é gratuita. O usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat).
Fonte: O Tempo