Por Marcello Ambrósio
Crime contra Isabela Miranda Borck teria sido motivado por vingança após o acusado ser condenado pelo estupro da adolescente; corpo foi encontrado no RS após 45 dias de buscas.
SANTA CATARINA / RIO GRANDE DO SUL – O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) oficializou a denúncia contra o homem acusado de sequestrar, torturar e matar a própria filha, Isabela Miranda Borck, de 17 anos. O réu responderá por sequestro qualificado, feminicídio majorado (pela condição de pai e idade da vítima) e ocultação de cadáver. O crime, marcado por crueldade, mobilizou as forças de segurança de três estados da federação.
Dinâmica do Crime: Do Sequestro à Ocultação
Conforme a denúncia do MP, o crime foi meticulosamente planejado e executado entre o final de 2025 e o início de 2026:
- O Sequestro (30/12/2025): Isabela foi retirada à força de sua casa em Itajaí (SC) durante a madrugada. O pai teria utilizado um dispositivo de eletrochoque para imobilizá-la e forçá-la a entrar em um veículo.
- Tortura e Morte: O acusado utilizou abraçadeiras plásticas e fita adesiva para impedir qualquer reação da vítima. Ela foi levada a uma área rural em Santa Catarina, onde foi assassinada por meio cruel.
- Ocultação (RS): Após o homicídio, o homem viajou até Caraá (RS), onde escondeu o corpo em uma valeta em área de mata fechada, dentro de uma propriedade de sua posse. O cadáver só foi localizado em 16 de janeiro de 2026.
Motivação: Vingança Sórdida
A investigação policial e o Ministério Público apontam que o crime foi motivado por vingança. O acusado havia sido recentemente condenado pela Justiça pelo crime de estupro contra a própria filha. Em vez de cumprir a sentença, ele decidiu atentar contra a vida da jovem que o denunciou.
Fuga e Captura
Após ocultar o corpo e perceber o início das investigações sobre o desaparecimento de Isabela, o homem fugiu da região Sul do país. Ele foi localizado e preso pela polícia em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, onde aguarda os trâmites judiciais.
Próximos Passos Judiciais
O Ministério Público requereu que o réu seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Além da condenação criminal, o MP solicita a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima, como reparação pelos danos morais e materiais causados pela tragédia.
