Por Marcello Ambrósio
Uma mulher e a filha dela, de apenas 7 anos, conseguiram escapar de uma situação de cárcere privado nesta sexta-feira (6), em Sumaré, no interior de São Paulo. Elas eram mantidas presas em um sítio isolado e só conseguiram pedir ajuda depois que o agressor saiu para buscar atendimento médico.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher aproveitou a ausência do homem para ligar para familiares, que rapidamente procuraram a delegacia. Uma equipe foi até o local e confirmou que mãe e filha viviam sob controle e ameaças constantes.
A delegada Natália Alves Cabral, responsável pelo caso, contou que a vítima estava em estado de choque. A criança precisou ser levada ao hospital por causa do abalo emocional.
No sítio, os policiais encontraram armas de fogo, inclusive uma com sinais de adulteração. O agressor foi surpreendido durante o atendimento médico e acabou preso em flagrante.
Segundo as investigações, a mulher só podia sair de casa para levar e buscar a filha na escola. Ela não tinha acesso ao celular e vivia sob ameaças. O homem dizia que mataria as duas caso ela tentasse pedir ajuda.
Vizinhos relataram que também tinham medo dele, conhecido na região por comportamentos violentos, como atirar em animais.
A polícia apura há quanto tempo mãe e filha estavam nessa situação, mas a suspeita é de que o cárcere durava há mais de um ano.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré.
