Por Tatiana Santos
“Muito triste tudo isso. Ela era uma pessoa muito íntegra e sempre atenciosa com todos”. Assim *Fátima descreveu a colega de trabalho Delza Arcanjo de Souza Pinto durante sua despedida no Cemitério da Paz, no último domingo (13/09), em Itabira. O momento foi marcado pelo sentimento de dor e comoção em Itabira. Familiares, amigos e colegas de trabalho se reuniram para dar o último adeus a Delza, que era chamada de Belinha pelos mais próximos. Aos 58 anos, a servidora pública morreu no sábado (12), em circunstâncias que estão sob investigação das autoridades locais.
Em nota de pesar, a Prefeitura de Itabira manifestou profundo lamento pela perda da servidora, ressaltando seus mais de 17 anos de serviços prestados à administração municipal pela Itaurb. Nos últimos anos, Delza atuava como recepcionista no Paço Municipal, onde se destacou pelo atendimento cordial, profissionalismo e dedicação, deixando uma trajetória de respeito e carinho entre colegas e o público. O Poder Executivo se solidarizou com os familiares e manifestou gratidão por toda a sua dedicação à cidade.
* A colega de trabalho pediu para não ter o nome revelado, sendo identificada apenas como Fátima. Durante seu depoimento, ela afirmou que Delza se mostrava solícita e “não fazia distinção com ninguém. Seu sorriso aberto era sua marca registrada e cativada todo mundo”, relatou.
Entenda o caso
As apurações indicam que as complicações que levaram ao óbito de Delza começaram um dia antes. Na sexta-feira (11), ela foi atingida por uma motocicleta enquanto atravessava a faixa de pedestres na Avenida Carlos de Paula Andrade, em frente ao Supermercado BH.
De acordo com relatos de um familiar à Polícia Militar, o condutor da moto, que atuava como entregador ou motorista de aplicativo, parou no local e prestou ajuda imediata. Como Delza não aparentava ter sofrido ferimentos graves no momento e relatava estar bem, a ocorrência policial não foi registrada de imediato e a vítima preferiu retornar para casa sem procurar atendimento médico.
A situação, no entanto, se agravou na tarde de sábado (12). Por volta das 15h45, a servidora começou a passar mal, apresentou episódios de vômito com sangue e perdeu os sentidos. Seu filho a socorreu imediatamente, a levando ao Pronto-Socorro Municipal. Apesar das intervenções da equipe médica, Belinha não resistiu e morreu na unidade de saúde.
A Polícia Militar foi chamada para formalizar o boletim e colher informações no Pronto-Socorro e no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD). O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde exames periciais e laudos médico-legais determinarão se há relação direta entre o impacto sofrido no atropelamento e a causa da morte.