A Polícia Civil de Itabira concluiu nesta terça-feira (10) o inquérito policial que investigava a denúncia contra um professor da rede estadual pelo crime de importunação sexual. O investigado tem 43 anos de idade, e foi indiciado pelo ato libidinoso contra um adolescente de 15 anos.
Conforme os relatos colhidos durante o inquérito, o professor aproximou-se da vítima por trás e praticou um ato vulgarmente conhecido como “sarrada”, encostando propositalmente o seu órgão genital no corpo do menor. Colegas de escola da vítima que testemunharam o crime relataram que o professor se afastou do garoto sorrindo de forma maliciosa.
Em sua defesa, o investigado afirmou que o seu contato com o estudante teria sido apenas uma “ombrada” de caráter puramente lúdico, e que a denúncia seria fruto de estudantes descontentes. Todavia, a investigação atestou que o relato da vítima se manteve completamente coerente e firme, sendo confirmado pelos relatórios que atestaram o profundo abalo emocional sofrido pela vítima.
O professor foi indiciado nos termos do artigo 215-A do Código Penal brasileiro (lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940), que trata do crime de importunação sexual. O crime é descrito como “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, e a pena prevista é de reclusão, entre um a cinco anos, se o crime não constitui um crime mais grave.
Ao encerrar o procedimento, o delegado responsável pelo caso, doutor João Martins Teixeira Barbosa, ressaltou a gravidade da violação ocorrida no ambiente pedagógico. Segundo o delegado, “o ambiente escolar deve ser, por excelência, um local de segurança, e não de exposição a atos de natureza sexual não consentidos, sendo que a condição de professor do investigado agrava a reprovabilidade da conduta”. O inquérito policial será agora encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências processuais cabíveis.
Fonte: A Noticia Regional