Por Tatiana Santos
O amor é uma das formas mais antigas de expressão, e falar suas formas, desafios e transformações é importante para traduzir sua dimensão na sociedade atual. A terapeuta holística Tatiane Assis, itabirana formada em História, Direito e cursando Psicologia, especialista em terapia do inconsciente e celebrante, é superdotada e tem dupla excepcionalidade.
Tatiane reflete sobre o amor como energia transformadora e destaca como o sentimento atravessa épocas, culturas e experiências pessoais. “O amor é a energia mais poderosa do mundo. Ele transforma tudo quando vivenciado em sua sutileza e plenitude”, afirma.
Tatiane relembra sua experiência em um seminário da União da Juventude de Marília (Unijovem), onde utilizou a leitura simbólica de desenhos para interpretar emoções. Ela explicou que o inconsciente se manifesta por meio de símbolos, especialmente em crianças, que ainda não conseguem traduzir sentimentos em palavras. “O desenho mostra o que está dentro da gente. Ele revela aquilo que muitas vezes não conseguimos expressar”.
Amor, linguagens e conflitos
A terapeuta destaca que o amor é vivido de maneiras distintas, de acordo com as linguagens afetivas de cada pessoa, como gestos, palavras ou tempo de qualidade. Segundo ela, grande parte dos conflitos nas relações acontece quando alguém espera ser amado da mesma forma que ama. “Não é a minha verdade, nem a do outro. É a construção de uma terceira forma de amar, que seja confortável para ambos”, explica. Ela reforça também que o amor não é perfeito e que toda relação envolve desafios.
A terapeuta esclarece que todo fim de relação é um processo de luto e que a pressa em recomeçar pode gerar novas dores, devido a questões como traumas afetivos, frustrações e padrões repetitivos de relacionamento. Tatiane reforça que o amor é risco e que “não existe viver sem a possibilidade da dor. Mas, sem se permitir, também não existe possibilidade de um novo amor”. Por fim, nos tempos modernos, em que as redes sociais têm tido influência nas relações, segundo a profissional, essas ferramentas não representam a realidade. Tatiane diz que amar exige presença real, diálogo e vulnerabilidade, ao passo que a vida editada da internet cria expectativas irreais e atrapalha vínculos verdadeiros.