Quase 90% das escolas municipais de BH estão totalmente sem aula

Segundo o sindicato que representa os professores, mesmo as que estão em aula, tiveram algum impacto

Professores de quase 90% das escolas municipais de Belo Horizonte aderiram à greve motivada pela reivindicação salarial da categoria. A informação foi repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), que representa a categoria. Os servidores estão mobilizados em um ato em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, nesta terça-feira (01). e na quarta-feira (2), uma reunião de conciliação judicial está prevista entre as partes.

“Todas as escolas foram impactadas de alguma maneira. Aquelas que não estão totalmente paralisadas, tiveram turmas paradas, professores que aderiram ao movimento, ou seja, 100% das escolas com algum impacto”, informou a diretora do Sind-Rede/BH Talita Barcelos.

Desde o dia 6 de junho, servidores da educação tentam negociar com a PBH o reajuste de, pelo menos, 6,27%, enquanto o executivo insiste em oferecer 2,49% a mais na folha. O valor, segundo a categoria, está abaixo do piso nacional do magistério. 


Alimentação sem adesão


Como forma de pressionar o retorno das atividades, a prefeitura determinou o desconto salarial da folha de pagamento dos professores que aderiram à greve e anunciou a abertura das escolas para fornecer a alimentação, contudo, além de algumas escolas não terem cumprido a determinação do executivo, alegando desconformidade com a legislação federal, aquelas que estão ofertando alimentação, não estão recebendo público.

Na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Sabinópolis, na região Noroeste, a secretaria informou que tem funcionários produzindo alimentos, contudo, em nenhum desses três dias desde a determinação da PBH (sábado, segunda-feira e terça-feira), houve procura de alunos.

No sábado (28), um pai de aluno da Escola Municipal Salgado Filho, na região Oeste, publicou em sua rede social um vídeo falando que a escola emitiu um bilhete no dia anterior informando sobre a alimentação, entretanto, no primeiro dia de alimentação, apenas dois alunos foram ao local para almoçar. “Sabe o que vão fazer com essa comida? Jogar fora”, disse.

A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada para comentar sobre os impactos da greve e sobre a questão da alimentação, mas ainda não retornou à reportagem.

Fonte: O tempo

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