Por Marcello Ambrósio
A região da Zona da Mata de Minas Gerais vive um cenário de devastação após as chuvas torrenciais que começaram na tarde de segunda-feira (23). Até o momento, 16 mortes foram confirmadas, sendo 14 em Juiz de Fora e duas em Ubá. O município de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública nesta madrugada, com aulas suspensas e equipes de resgate mobilizadas em uma corrida contra o tempo.
Recorde Histórico de Chuva
Segundo a prefeitura, este já é o fevereiro mais chuvoso da história de Juiz de Fora. O acumulado chegou a 584 milímetros, o dobro da média esperada para todo o mês. O relevo acidentado da cidade, marcado por encostas e vales, agravou os deslizamentos de terra, que atingiram prédios e casas em diversos bairros.
O Cenário Crítico
- Desaparecidos: Pelo menos 45 pessoas ainda não foram localizadas. O caso mais grave é no bairro Parque Burnier, onde 17 pessoas sumiram sob os escombros, incluindo mais de cinco crianças.
- Calamidade: O Rio Paraibuna e diversos córregos transbordaram, isolando bairros do Centro. Mais de 440 pessoas estão desabrigadas.
- Resgate: Equipes do Batalhão de Emergências Ambientais, militares e cães de busca reforçam as operações. A prefeita Margarida Salomão confirmou pelo menos 20 ocorrências graves de soterramento.
Em Ubá, a situação também é de alerta após o transbordamento do Ribeirão Ubá e o desabamento de edificações. As autoridades recomendam que moradores de áreas de risco abandonem suas casas imediatamente, pois há previsão de novos temporais para as próximas horas.
