Por Tatiana Santos
Uma notícia divulgada pela mineradora Vale na noite desta sexta-feira (27/03) trouxe um novo horizonte para a economia de Itabira. Em relatório enviado à Bolsa de Valores de Nova Iorque, a companhia revisou o marco de exaustão mineral das jazidas locais, estendendo o prazo de operação de 2041 para o ano de 2053. A mudança garante mais 12 anos de atividade minerária no município, o que representa a manutenção da arrecadação de impostos Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e dos postos de trabalho por um período significativamente maior do que o previsto anteriormente.
Essa mudança aconteceu porque a Vale usou novas tecnologias e pesquisas para aproveitar melhor o que ainda existe no solo itabirano. Com isso, a quantidade de minério que pode ser explorado cresceu 52%, subindo de 760 milhões para mais de 1 bilhão de toneladas.
Mesmo com esse prazo maior, a empresa não vai retirar mais minério por ano do que já retira hoje. O foco agora é uma mineração mais de maneira mais moderna, com reaproveitamento de materiais e projetos investidos na cidade. Para que tudo isso continue funcionando, a Vale ainda precisará de novas licenças ambientais e se manter conversando com a comunidade local.
Prefeito comemorou
O prefeito Marco Antônio Lage comemorou o anúncio, destacando em suas redes sociais, que a extensão do prazo oferece a segurança necessária para que investidores e a sociedade civil continuem apostando no projeto de transição econômica da cidade. Segundo o chefe do Executivo, o tempo adicional é um aliado estratégico para a consolidação do ‘Programa Itabira Sustentável’, inaugurada em 2023. Em pronunciamento oficial, o prefeito enfatizou a importância do novo prazo: “Isso nos alivia bastante, isso diminui a ansiedade de empresários e da sociedade de uma maneira geral, porque nos dá mais tempo para que Itabira se prepare para a sua independência”.
O prefeito ainda ressaltou que o prazo aumentado será importante para trabalhar o desenvolvimento do município: “Teremos mais 12 anos para trabalhar essa necessidade da diversificação econômica com um pouco mais de prazo. A Vale mantém a produção atual por mais tempo e agora a gente tem até 2053 para construir essa cidade sustentável com o legado da mineração, garantindo segurança para as futuras gerações”, argumentou.
A CFEM é uma compensação financeira que as mineradoras pagam ao governo (no âmbito das cidades, dos estados ou da União) para poderem explorar o minério. O valor é calculado sobre as vendas da empresa e o dinheiro deve ser usado para beneficiar a sociedade e cuidar do meio ambiente.
Futuro além do minério
Apesar da celebração pela extensão do prazo, o governo municipal reforçou que o foco na diversificação econômica não ficará de lado. Pelo contrário, a década extra será utilizada para acelerar projetos estruturantes que já estão sendo trabalhados. O político citou, por exemplo, a chegada da água do Rio Tanque, prevista para 2027, a consolidação do novo Distrito Industrial e o fortalecimento do campus da Unifei como polo de inovação. Com a notícia anunciada pela Vale, há a sinalização de uma transição mais tranquila e planejada para um futuro pós-mineração.