BRASÍLIA – Após participar de ato na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, o governador e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) repetiu as críticas ao presidente da República e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na avenida Paulista, em São Paulo (SP), neste domingo (1º/3).
Sem citar diretamente Lula ou qualquer um dos ministros, o governador criticou o que chamou de “farra dos intocáveis”. “O Brasil não aguenta mais essa farra dos intocáveis, daqueles que estão lá em Brasília e se consideram acima de todas as leis. Não vamos nos vergar. Não vamos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, afirmou.
Zema também disse que os “intocáveis” têm medo de sua voz. “O Brasil está indignado, está inconformado com tudo isso que tem acontecido. Eles têm medo da nossa voz e é por isso que nós estamos aqui hoje e vamos continuar quantas vezes for necessário. Ninguém no Brasil é intocável”, reforçou.
Vestindo uma camiseta com as palavras de ordem “Acorda, Brasil!”, o pré-candidato à Presidência também prometeu voltar à Paulista quantas vezes forem necessárias para protestos. “Vamos estar aqui quantas vezes forem necessárias. Deve ser a minha quinta, sexta, sétima vez aqui. Se for necessário, venho 50 vezes para acabar com esses intocáveis”, acrescentou.
Quando foi a um ato na Paulista pela última vez, em setembro de 2025, o governador sequer discursou. Zema subiu ao trio da organização, mas viu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ser o protagonista à época com críticas ao ministro Alexandre de Moraes às vésperas da condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de Estado.
Apesar de dividir o mesmo palanque que o senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema não fez menção ao filho de Bolsonaro. O governador já foi especulado como possível candidato a vice-presidente de Flávio, mas negou, algumas vezes, a possibilidade de abrir mão da pré-candidatura, já que o Novo enfrenta dificuldades com a cláusula de barreira.
Em pronunciamento antes de Zema, o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, ressaltou que tem os mesmos objetivos do senador. “Aquele que chegar lá (na Presidência), eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no dia 1º de janeiro de 2027”, disse.