Por Tatiana Santos
O grupo cultural Caraminguás realiza no próximo dia 9 de agosto a primeira edição do “1º Arraiá dos Caraminguás”. A celebração será aberta ao público e terá início a partir das 12h, no espaço localizado ao lado do campo de futebol do bairro São Cristóvão.
O público que comparecer ao local poderá acompanhar apresentações de quadrilha junina, shows de música ao vivo e diversas barracas com comidas e bebidas típicas da época. A proposta da organização é oferecer um ambiente festivo e familiar para celebrar a cultura popular e encerrar as festividades juninas com a comunidade.
Além do caráter festivo, o evento tem cunho beneficente. Todo o dinheiro arrecadado com as vendas nas barracas e contribuições da festa será revertido para a manutenção das atividades do grupo Caraminguás e para o financiamento dos primeiros passos do projeto rumo à temporada de apresentações de 2027.
Quase uma década de história
Fundado em 2017 no bairro Praia, há nove anos, o grupo cultural nasceu de uma iniciativa comunitária na Igreja do Sagrado Coração de Jesus. O que começou como uma apresentação festiva para os moradores locais evoluiu para um projeto que hoje reúne cerca de 35 integrantes. A identidade do grupo equilibra o respeito às raízes com a inovação do espetáculo moderno.
Mesmo com toques contemporâneos, a essência permanece no quadrilhão e nas músicas que marcaram gerações. “A gente não pode perder essa essência da quadrilha tradicional. Buscamos resgatar essa cultura para envolver a comunidade e fazer com que todos interajam e cantem conosco”, explicou a vice-coordenadora Júlia Ketne, em entrevista à Rádio Pontal em junho de 2025.
Inclusão social e resgate cultural
O grupo atua como uma ferramenta de inclusão social, oferecendo a jovens e adolescentes um espaço de acolhimento e desenvolvimento pessoal através da arte. Para a coordenação, o impacto social é o verdadeiro foco do projeto, que resgata tradições e guia os jovens por um caminho de transformação. Os caraminguás seguem abertos a convites de escolas, igrejas e comunidades, reafirmando que a cultura junina em Itabira é viva e necessária o ano todo.