Pai de criança vítima de desafio do desodorante na internet cobra punição

Sarah Raissa Pereira de Castro inalou desodorante Foto: Redes sociais / Reprodução

Sarah Raíssa, de oito anos, morreu no domingo, 13, após inalar desodorante, instigada por um desafio em rede social

Cássio Maurílio, pai de Sarah Raíssa Pereira de Castro, menina de oito anos que morreu no domingo, 13, após inalar desodorante, instigada por um desafio na internet, e morrer vítima de parada cardíaca, cobrou a punição de quem lançou o desafio na internet e que os desodorantes passem a conter um alerta de perigo.

“Essas plataformas que estão aí, cheias de crianças assistindo, não têm nenhum filtro… por que não têm nenhum filtro?”, questionou, após o sepultamento da filha no cemitério de Taguatinga, no Distrito Federal, nesta segunda-feira, 14. “A criança é criança, é fácil de ser manipulada. Não importa qual rede social, qual plataforma foi. A regulamentação tem que valer para todas”, afirmou Maurílio.

“Eu só peço que a mídia, que é a voz dos desamparados, não deixe (o crime contra) minha filha ficar impune, porque ela não foi a primeira e não vai ser a última, se ficar todo mundo calado. Eu só quero justiça”, continuou o pai da menina, emocionado.

Segundo Maurílio, a filha queria ser médica. “Falei pra ela que tinha que estudar, pra ganhar dinheiro e ser alguém, e ela falou que não queria dinheiro, que queria ser médica para salvar vidas”, relembrou. “Olha o que fizeram com uma pessoa que queria salvar vidas”, lamentou. “Nada, nem processo, nada vai trazê-la de volta, mas se cada pessoa conseguir evitar que mais uma pessoa morra, vocês estarão realizando o sonho da minha filha”, contou.

Em vídeo gravado quando a filha ainda estava internada, Maurílio reclamou da falta de um alerta, na embalagem do desodorante, sobre o risco de inalar o produto. “Foi esse demônio aqui, (no) desafio da internet, minha princesa ficou nessa situação. Nenhum aviso em destaque de que tem risco à saúde ou pode causar morte”, afirmou.

Kelly Luane, tia de Sarah, cobrou providências do governo para evitar a disseminação dos desafios na internet: “Quero que o governo converse com as plataformas, porque se você entrar no seu celular e colocar ‘desafio do desodorante’, você pode escolher a qual quer assistir. Tem um monte, e uma criança não vê o perigo disso. E que aquele usuário que postou o vídeo fazendo esse desafio seja punido, porque assassinou uma criança”, lamentou.

Ela também afirma que as escolas devem orientar as crianças sobre os riscos da internet: “Quero que conversem com as crianças na escola, porque é na escola que as crianças aprendem as coisas, então tem que ter essa conversa com as crianças”, disse. (Por Fabio Grellet)

FONTE: OTEMPO

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