Distúrbios do sono: saiba alguns fatores que fazem as pessoas dormirem mal e mude isso o quanto antes

Karina Vasconcelos Barros Penna- Foto: Arquivo pessoal

Tatiana Santos

Estudo da Fundação Oswaldo Cruz, de 2023, revelou que 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono. Isso significa que a qualidade e o padrão de sono não estão adequados. Afinal, o que é o distúrbio do sono, quais os principais tipos e quais as suas características? Quem esclarece é Karina Vasconcelos Barros Penna, que tem formação em psicologia, psicanálise, é médica com especialização em Psiquiatria e atende em Itabira.

A profissional explica que o termo é utilizado para designar um conjunto de diferentes doenças e condições capazes de afetar o sono dos pacientes, os impedindo por completo de dormir ou tornando o sono insuficiente. A insônia não é apenas não dormir, mas às vezes, as pessoas dormem e o sono não é suficiente. Ouras dormem poucas horas e não conseguem se sentirem descansadas. “Ela acorda sentindo que o sono não foi reparador, não foi confortante para mim quando eu acordo cansado, com dores. Então, isso também é considerado um distúrbio de sono”, descreve.

Há diversas alterações do sono, sendo a mais prevalente a insônia, que é quando a pessoa não consegue pegar no sono. Ela deita, fica rolando na cama e não consegue dormir, ou não consegue dar continuidade, acordando de madrugada. Há ainda a apneia, que tem como principal sintoma a interrupção na respiração por aproximadamente10 segundos ao longo da noite, assustando quem está dormindo ao seu lado. O sonambulismo também é um problema do sono, ou seja, durante o momento em que dorme, a pessoa levanta, caminha, realiza atividades como comer, falar, mas tudo isso sem acordar. Outro distúrbio é o bruxismo, que é quando a pessoa aperta, desliza ou bate os dentes de maneira involuntária.

Quantidade de horas dormidas

Muitas pessoas podem se perguntar: a qualidade do sono está ligada à quantidade de horas dormidas? “Essa pergunta também é muito, muito importante sobre a questão da qualidade do sono. O que que é ter uma boa qualidade do sono? É dormir oito horas por noite? Então, gente, não é só a questão do tempo, a questão da quantidade de horas”, esclarece. O sono de qualidade é quando ele deixa a pessoa descansada, revigorada pela manhã, sem a sensação de cansaço, de fadiga. É quando permite reparar o corpo todo, regula o metabolismo, entre outras funções importantes.

Fatores que propiciam um sono sem qualidade

Diversas circunstâncias estão ligadas a um sono de má qualidade. Algumas causas são o estresse, a depressão e a ansiedade. Às vezes se dorme pensativo com preocupações excessivas do dia a dia, no trabalho, por exemplo. O consumo de bebida alcoólica próximo ao horário de dormir também pode prejudicar o sono. “Cafeína, chá preto, porque o café, chocolate são estimulantes do sistema nervoso central. E lembrando aqui que a cafeína dura no sangue oito horas”.

As comidas calóricas ou gordurosas também devem ser evitadas à noite, já que o organismo tem uma digestão mais lenta nesse período. O contrário também não é o ideal, ou seja, dormir de estômago vazio acaba fazendo com que a pessoa desperte no meio da noite. O uso de alguns medicamentos também pode prejudicar o sono. Com a rotina corrida do dia a dia, muitas pessoas frequentam a academia à noite, porém, a atividade física estimula o sistema central e faz com que a pessoa chegue em casa mais elétrica, agitada e com uma energia muito alta, o que dificulta relaxar para pegar no sono. A obesidade é outro fator prejudicial.

Insônia

A insônia, como o principal distúrbio do sono, tem como causa principal os fatores psicológicos, principalmente o estresse, ansiedade e a depressão. Mas também existem alguns hábitos inadequados, como horários irregulares para dormir. “Então, cada dia a pessoa dorme num horário diferente. Não existe um horário regular do sono. É muito importante a gente ter horário para dormir”, destaca a profissional. De acordo com Dra Karina, é essencial que a pessoa reduza o uso de telas antes de dormir, evite consumo de cafeína e álcool à noite. É fundamental cuidar também dos fatores ambientais, como reduzir os barulhos excessivos por perto, as luzes inadequadas, se atentar a uma temperatura confortável.

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