‘Dama do Crime’ levava vida de luxo após receber R$ 2 milhões de seguro de marido supostamente morto

A mulher exibia vida aparentemente comum nas redes sociais e era dona de um salão, disfarce para sua grande ligação com a facção

Após receber um seguro de vida de R$ 2 milhões pela suposta morte do marido, Júnior Gago, apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como um dos líderes do Comando Vermelho (CV)Anne Casaes, de 38 anos, passou a levar uma vida de luxo e ascendeu ainda mais dentro da facção criminosa. A Polícia Civil, no entanto, investiga se a morte pode ter sido “forjada” para liberar o valor e tirar o nome do traficante dos holofotes. A morte foi confirmada apenas pela polícia Boliviana.

Nesta terça-feira (15), Anne foi presa preventivamente em Belo Horizonte. Ela passou por uma cirurgia plástica há cerca de dez dias. A prisão da ‘Dama do Crime’, apontada como figura estratégica na cúpula do Comando Vermelho, revelou que, para auxiliar a facção criminosa, ela usava como ‘disfarce’ a vida de empresária do ramo de estética, conforme as investigações da polícia.

Anne se declarava CEO e fundadora de um estúdio de beleza nas redes sociais. Suas fotos continham imagens eventos, demonstrando uma vida social comum, que deixava poucas suspeitas

Há pouco mais de um mês, ela chegou a publicar um texto em comemoração ao aniversário do filho, e fez alusão à falta que sentia do marido. “Seu papai não está aqui fisicamente, mas ele vive em você, no seu sorriso, no seu jeitinho, no brilho dos seus olhos. Ele te amava infinitamente, e eu carrego esse amor por nós dois”, escreveu na postagem.

“A polícia boliviana confirmou a morte (de Gago), mas a polícia brasileira ainda não, pois o corpo foi carbonizado”, afirmou o delegado Anderson Kopke, da 3ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes da Polícia Civil de Minas Gerais.

Anne foi presa no bairro Buritis, na região Oeste da capital mineira, após 14 dias de buscas. Segundo Kopke, ela foi alvo de mandado de prisão preventiva como parte da operação Reversus, que investiga lavagem de dinheiro e fraudes bancárias praticadas pela organização criminosa com atuação nacional.

Prisão anterior 

“A investigada já tinha sido presa em 2022, também por crimes relacionados a lavagem de dinheiro. Agora, foi presa porque estava lavando dinheiro utilizando diversas contas. Ela exerce uma função importante como interlocutora entre os diversos estados com os quais o Comando Vermelho tem relação”, explicou o delegado.

A prisão integra uma ação conjunta das polícias Civis de Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro, com apoio da Agência Central de Inteligência da Secretaria de Estado e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG). Foram expedidos 26 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão nos três estados.

Anne era considerada uma das mulheres de confiança da facção. Segundo a polícia, sua atuação criminosa se intensificou justamente após a suposta morte do marido. “Ela é muito esperta. Mesmo sabendo que faria uma cirurgia plástica em BH, foi difícil localizá-la. Mas ela reagiu tranquilamente e disse não saber do mandado”, relatou Kopke.

O esquema de lavagem de dinheiro funcionava em circuito: os valores saíam do Mato Grosso, passavam por contas no Rio de Janeiro e retornavam ao estado de origem com aparência de legalidade, daí o nome da operação, Reversus.

Super Notícia tentou contato com a defesa da mulher, mas, até a publicação desta reportagem, ninguém tinha sido encontrado para responder sobre a prisão. 

Fonte: Super

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