Por Marcello Ambrósio
O caso do assassinato da professora Elisângela Barbosa de Almeida, em Pariquera-Açu (SP), ganhou novos e sombrios detalhes com o avanço das investigações. O marido da vítima, Jacemir Bueno de Almeida, foi preso preventivamente após confessar ter matado e enterrado a esposa no quintal da própria residência. Um vizinho relatou à Polícia Civil ter ouvido sons de escavação por volta das 3h da madrugada da última terça-feira (21), data em que o crime teria ocorrido, mas afirmou que não suspeitou de algo grave no momento.
Para encobrir o feminicídio, Jacemir montou uma elaborada farsa digital. Ele utilizou o celular de Elisângela para enviar mensagens a familiares e amigos, alegando que ela havia fugido para Paranaguá (PR) com um suposto amante. O criminoso chegou a criar um perfil falso em redes sociais para sustentar a narrativa de um novo relacionamento, mas a escrita inconsistente e a recusa em enviar áudios levantaram suspeitas imediatas entre os parentes da professora. A farsa começou a ruir quando Jacemir, em depoimento sobre o desaparecimento, mencionou de forma suspeita que um “cano havia estourado” no quintal, o que levou a polícia a realizar buscas no local com o auxílio do Corpo de Bombeiros.
Elisângela era uma profissional respeitada, com passagens pela Creche Maraci Hernandes do Amaral e pela Escola Estadual Prof. Estephano Orlando Paulovski. Sua morte gerou profunda comoção na cidade e notas de pesar de órgãos municipais e estaduais de ensino. O crime foi classificado como feminicídio majorado, uma vez que o filho do casal estava na residência no momento da agressão. Jacemir alegou informalmente que a morte ocorreu após uma discussão, mas a Polícia Civil segue investigando a real motivação e a premeditação da ocultação do cadáver.
