Por Tatiana Santos
Uma cena inusitada registrada na madrugada deste domingo (30/08) viralizou nos grupos de WhatsApp de Itabira. As imagens mostram um homem pilotando uma motocicleta e fazendo a manobra conhecida como “grau”, que é quando o condutor equilibra o veículo apenas sobre a roda traseira, em plena Avenida Osório Sampaio.
O caso ganhou grande repercussão porque, de acordo com as informações e relatos que acompanham a gravação, o condutor seria um policial militar lotado na cidade. A manobra, considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro, chocou moradores pela audácia e pelo fato de envolver alguém que deveria zelar pela segurança pública.
Não há confirmação de que o homem na motocicleta seja realmente um policial militar. Até o momento, também não há informação oficial por parte das autoridades sobre a identidade do piloto. Veja abaixo (o vídeo foi reproduzido via WhatsApp, totalmente sem alteração por parte da Rádio Pontal):
Prática é crime
A prática de manobras arriscadas como o grau em vias públicas viola o Código de Trânsito Brasileiro e pode figurar tanto como infração gravíssima quanto como crime. De forma administrativa, se equilibrar em apenas uma roda gera multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão da motocicleta. No entanto, quando a manobra coloca em risco a vida ou a integridade de terceiros em locais movimentados, a atitude passa a ser enquadrada como crime de trânsito, com pena que prevê detenção de seis meses a três anos.
A situação se torna ainda mais delicada pelo fato de o condutor ser apontado como um policial militar. Por exercerem uma função pública voltada à preservação da lei e da ordem, os agentes de segurança estão sujeitos a regimentos internos rigorosos. O envolvimento de um servidor em episódios desse tipo costuma motivar a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a quebra de decoro e o desvio de conduta da função. Caso a identidade do suposto policial seja confirmada pelas autoridades, pela condição profissional o agente pode enfrentar sanções internas que variam de suspensão a até mesmo a exclusão definitiva da corporação.